Cirurgia Plástica Estética_nodrm

26/11/2025 • by Bs CKI Phẫu thuật tạo hình, tái tạo và thẩm mỹ Trương Hoài Anh • botox
Cirurgia Plástica Estética: Princípios e Técnicas

Giới thiệu tài liệu Cirurgia Plástica Estética (Phần 3)

Trong lĩnh vực phẫu thuật tạo hình và thẩm mỹ, việc cập nhật các tài liệu quốc tế là vô cùng quan trọng để nắm bắt những kỹ thuật tiên tiến. Tài liệu Cirurgia Plástica Estética là một nguồn tham khảo giá trị, được xuất bản bởi Elsevier – một trong những nhà xuất bản y học hàng đầu thế giới.

Đây là Phần 3 của bộ tài liệu, tiếp tục đi sâu vào các khía cạnh chuyên môn của phẫu thuật thẩm mỹ. Mặc dù tiêu đề gốc bằng tiếng Bồ Đào Nha, nhưng với tính chất của một cuốn Atlas ngoại khoa, các hình ảnh minh họa, sơ đồ phẫu thuật và quy trình kỹ thuật thường mang tính trực quan cao, giúp các bác sĩ dễ dàng nắm bắt nội dung cốt lõi.

Nội dung nổi bật

  • Cơ sở pháp lý và bản quyền: Tài liệu đi kèm với các điều khoản sử dụng chi tiết từ Elsevier, đảm bảo tính chính thống và bản quyền của nội dung y khoa chuyên nghiệp.
  • Kỹ thuật thẩm mỹ: Sách tập trung vào các quy trình phẫu thuật thẩm mỹ (Aesthetic Surgery), cung cấp kiến thức nền tảng và nâng cao cho các bác sĩ chuyên khoa.
  • Hình ảnh lâm sàng: Đặc trưng của các ấn phẩm từ Elsevier là chất lượng hình ảnh giải phẫu và mô phỏng phẫu thuật rất sắc nét, hỗ trợ đắc lực cho quá trình nghiên cứu và thực hành.

Tài liệu này đặc biệt hữu ích cho các Bác sĩ Phẫu thuật Tạo hình đang trong quá trình học tập nâng cao (CKI, CKII) hoặc muốn mở rộng tham khảo các trường phái phẫu thuật từ các quốc gia có nền thẩm mỹ phát triển như Brazil.

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Expert CONSULT Inclui DVD em inglês SHERRELL J. ASTON DOUGLAS S. STEINBRECH JENNIFER L. WALDEN CIRURGIA PLÁSTICA ESTÉTICA SAUNDERS ELSEVIER

CIRURGIA
PLÁSTICA
ESTÉTICA

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Sherrell J. Aston, MD, FACS
Professor of Surgery (Plastic) • New York University School of Medicine
Chairman of the Department of Plastic Surgery • Manhattan Eye, Ear &
Throat Hospital • New York, New York • USA
Douglas S. Steinbrech, MD, FACS
Clinical Associate Professor of Surgery (Plastic) • New York University
School of Medicine • Attending Physician • Plastic Surgery • Manhattan
Eye, Ear & Throat Hospital • New York, New York • USA
Jennifer L. Walden, MD, FACS
Attending Surgeon, Program Director • Plastic Surgery • Manhattan Eye,
Ear & Throat Hospital • New York, New York • USA
C I R U R G I A
P L Á S T I C A
E S T É T I C A

© 2011 Elsevier Editora Ltda.
Tradução autorizada do idioma inglês da edição publicada por Saunders – um selo editorial Elsevier Inc.
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forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográfi cos, gravação ou quaisquer outros.
ISBN: 978-85-352-4429-8
© 2009, Elsevier Limited. All rights reserved.
First published 2009
© Robert S. Flowers – Chapter 33 artwork
O direito de Sherrell J. Aston, Douglas Steinbrech e Jennifer L. Walden de serem identifi cados como autores desta publicação foi
renvindicado por eles em conformidade com Copyright, Designs and Patents Act 1988.
This edition of Aesthetic Plastic Surgery, 1st edition by Sherrell J. Aston, Douglas Steinbrech and Jennifer Walden is published by
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ISBN: 978-0-7020-3168-7
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Interface/Sergio Liuzzi
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podem ser necessárias ou apropriadas. Os leitores são aconselhados a checar informações mais atuais dos produtos, fornecidas
pelos fabricantes de cada fármaco a ser administrado, para verifi car a dose recomendada, o método e a duração da adminis-
tração e as contraindicações. É responsabilidade do médico, com base na experiência e contando com o conhecimento do
paciente, determinar as dosagens e o melhor tratamento para cada um individualmente. Nem o editor nem o autor assumem
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O Editor
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ
A877c

Aston, Sherrell J.
Cirurgia plástica estética / Sherrell J. Aston, Douglas S. Steinbrech, Jennifer L. Walden ;
[tradução Julia Assunção Costa e Costa... et al.]. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2011.
976p. : il. ; 21x28 cm

Tradução de: Aesthetic plastic surgery

Inclui bibliografi a e índice

Acompanhado de CD

ISBN 978-85-352-4429-8

1. Cirurgia plástica. 2. Estética. I. Steinbrech, Douglas S. II. Walden, Jennifer L. III.
Título.
11-1049.
CDD: 617.95

CDU: 616-089.844

REVISÃO CIENTÍFICA
Carlos Gustavo Lemos Neves (Cap. 68)
Membro Especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)
Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões
Pós-graduado em Microcirurgia Oncológica pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA)
Médico do Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (UFG)
Rodrigo Federico (Caps. 60 a 62)
Cirurgião Plástico
Membro Especialista da SBCP
Membro da International Confederation for Plastic Reconstructive & Aesthetic Surgery (IPRAS)
Membro da Sociedade Brasileira de Laser
Diretor Clínico da Clínica Médica Federico, SP
Rolf Gemperli (Revisor e Supervisor da Revisão dos Caps. 1 a 59, 63 a 67, 69 a 79 e Índice)
Professor Associado da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)
Coordenador de Pós-graduação em Cirurgia da FMUSP
Doutor em Cirurgia pela FMUSP
Livre-docente em Cirurgia Plástica pela FMUSP
Correvisores (Caps. 1 a 59, 63 a 67, 69 a 79 e Índice)
Otavio Machado de Almeida
Mestre em Cirurgia Plástica pela FMUSP
Doutor em Oncologia pela Fundação Antonio Prudente, SP
Rodrigo Novaes do Canto
Mestre em Cirurgia Plástica pela FMUSP
TRADUÇÃO
Adriana Paulino do Nascimento (Caps. 43 e 44)
Doutora em Biologia Humana e Experimental pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Mestre em Morfologia pela UERJ
Alexandre Aldighieri Soares (Caps. 27, 28, 78 e 79)
Médico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Residência em Clinica Médica no Hospital Naval Marcílio Dias e em Endocrinologia no Instituto Estadual de Diabetes e
Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), RJ
Ana Julia Perrotti-Garcia (Caps. 6, 31 e 36)
Cirurgiã-dentista pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP)
Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial
Especialista em Tradução pela Faculdade de Filosofi a, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP)
Profi ciência em Inglês pela Universidade de Cambridge, Reino Unido
Professora de Pós-graduação em Tradução da Unibero-Anhanguera; UNINOVE e Claretianas, SP
Mestre em Linguística pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Doutoranda em Tradução pelo Departamento de Línguas Modernas da FFLCH-USP
Tradutora Intérprete pelo UniFMU, SP
André Ferrão Vargas (Caps. 5, 7, 9 e 16)
Cirurgião Plástico pelo Instituto Ivo Pitanguy, RJ
Membro Associado da SBCP
Membro da Associação de Ex-alunos do Professor Ivo Pitanguy
Membro Adjunto do Colégio Brasileiro de Cirurgiões
Membro da International Society of Aesthetic Plastic Surgery
Membro da American Society of Aesthetic Plastic Surgery
Visiting Fellow na Clínica Planas de Cirurgia Plástica, Barcelona, Espanha
Mestre em Neurologia-Neurociência pela UFRJ

Carlos André Oighenstein (Caps. 29, 33, 35, 46 e 47)
Especialista em Língua Inglesa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
Tradutor com Experiência em Textos Médicos, RJ
Carlos Gustavo Lemos Neves (Cap. 68)
Daniel Leal (Caps. 19, 20, 24, 34, 40, 41 e 49)
Cirurgião Geral pelo Hospital Federal de Ipanema, RJ
Membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões
Edianez Chimello (Caps. 39, 42 e 73)
Tradutora de Textos Médicos, SP
Edmar Soares Lessa (Caps 26, 32 e 45)
Membro Especialista da SBCP
Membro da Associação Brasileira de Cirurgia Craniomaxilofacial (ABCCF)
Cirurgião Plástico do Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais (CTAC-RJ)
Giselle Erthal de Magalhães Lessa (Caps. 12, 13, 30 e 50)
Membro Aspirante em Treinamento da SBCP
Residente do Serviço de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina de Nova Iguaçu (UNIG), RJ
Hélio Ricardo Nogueira Alves (Cap. 18)
Médico Assistente do Hospital das Clínicas da FMUSP
Membro Titular da SBCP
Júlia Assunção Costa e Costa (Caps. 21, 22, 74 e 75)
Bacharel em Ciências Biológicas, Modalidade Médica, pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Aperfeiçoamento em Pesquisa Oncológica pelo INCA
Lila Rocha (Caps. 8, 11, 14, 15, 17 e 23)
Diploma em Tradução pelo Institute of Linguistic Educational Trust London (IoL DipTrans), Reino Unido
Pós-graduanda em Tradução pela Universidade Gama Filho (UGF), RJ
Tradutora de Textos Médicos, RJ
Luiz Claudio de Queiroz Faria (Caps. 1 a 4 e 10)
Tradutor Técnico, RJ
Mariana Sasse (Caps. 71, 76 e 77)
Supervisora do Ambulatório de Vitiligo do Instituto de Dermatologia Prof. Rubem David Azulay, RJ
Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia
Otavio Machado de Almeida (Caps. 53 e 67)
Membro Titular da SBCP
Mestre em Cirurgia Plástica pela FMUSP
Doutor em Oncologia pela Fundação Antonio Prudente, SP
Rodrigo Federico (Caps. 60 a 62)
Sergio Jesus-Garcia (Caps. 25, 37 e 38)
Médico pela Irmandade da Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP)
Especialista em Otorrinolaringologia pela ISCMSP
Tatiana Ferreira Robaina (Índice)
Cirurgiã-dentista pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Mestre em Patologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF)
Doutoranda em Microbiologia (Virologia) pela UFRJ
Victoria Seidler Kohnert Gontijo Teixeira (Cap. 72)
Acadêmica do Curso Diploma in Translation da University of Westminster, Londres, Reino Unido
Professora e Tradutora de Língua Inglesa
Vilma Ribeiro de Souza Varga (Caps. 48, 51, 52, 54 a 59, 63 a 66, 69 e 70)
Médica Tradutora, SP

William P. Adams Jr. MD
Associate Clinical Professor
Department of Plastic Surgery
UT Southwestern Medical Center
Dallas, TX
USA
Alexander C. Allori MD, MPH
Post-Doctoral Research Fellow
Institute of Reconstructive Plastic Surgery Laboratories
New York University Medical Center
New York, NY
USA
Al S. Aly MD
Assistant Professor of Surgery
University of Iowa College of Medicine
Coralville, IA
USA
Sherrell J. Aston MD, FACS
Professor of Surgery (Plastic)
New York University School of Medicine
Chairman of the Department of Plastic Surgery
Manhattan Eye, Ear & Throat Hospital
Past President
American Society for Aesthetic Plastic Surgery
New York, NY
USA
Bruce W. Ayers BA, CCRA
Clinical Research Coordinator
Minimally Invasive Aesthetics, LLC
Beverly Hills, CA
USA
Daniel C. Baker MD
Professor of Plastic Surgery
New York University
Institute of Reconstructive Plastic Surgery
New York, NY
USA
Thomas J. Baker MD
Clinical Professor of Plastic Surgery at the University of
Texas Medical Branch
Educational Foundation Professor for the International
Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS)
Voluntary Professor of Plastic Surgery
University of Miami School of Medicine
Miami, FL
USA
Fritz E. Barton Jr. MD, FACS
Clinical Professor, Department of Plastic Surgery
University of Texas Southwestern Medical Center
Past President of the American Society for Aesthetic Plastic
Surgery
Dallas Plastic Surgery Institute
Dallas Day Surgery Center
Dallas, TX
USA
Louis C. Benelli MD
Plastic and Reconstructive Surgery
Department of Surgery
Bichat Hospital
University of Paris
Paris
France
Thomas M. Biggs MD
Clinical Profesor of Plastic Surgery
Baylor College of Medicine
Houston, TX
USA
Michael A. Bogdan MD
Private Practice
Southlake, TX
USA
Ewaldo Bolivar de Souza Pinto MD, PhD
Santa Cel ília University
Santos, S ão Paulo
Brazil
Fredric S. Brandt MD
Private Practice Coral Gables, FL and Manhattan, NY
Principal Investigator
Dermatology Research Institute, LLC
Coral Gables, FL
USA
Kevin Brenner MD
Roxbury Clinic and Surgery Center
Beverley Hills, CA
USA
A. Jay Burns MD
Clinical Assistant Professor
Department of Plastic Surgery
University of Texas Southwestern Medical Center
Dallas, TX
USA
vii
Colaboradores

John L. Burns MD
Clinical Instructor
Department of Plastic Surgery
University of Texas Southwestern Medical Center
Dallas, TX
USA
Steven Byrd MD
Professor of Plastic Surgery, The University of Texas
Southwestern Medical Center
Chief of Plastic Surgery Department, Children ’s Hospital
Director/Managing Partner, Dallas Day Surgery Center
Partner
Dallas Plastic Surgery Institute
Dallas, TX
USA
Claudio Cardoso de Castro MD
Chief & Professor
Plastic Surgery Service
University of the State of Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
Brazil
Paulo Roberto Gomes Carneiro MD
Resident Doctor
Dr. Ewaldo Bolivar de Souza Pinto Plastic Surgery Service
Santos, S ão Paulo
Brazil
Alex Cazzaniga BS, MBA
Director of Clinical Research
Dermatology Research Institute, LLC
Coral Gables, FL
USA
Daniel J. Ceradini MD
Resident
Department of Plastic Surgery
New York University Medical Center
New York, NY
USA
Mark A. Checcone MD
Assistant Professor
Head & Neck Surgery: Division of Facial Plastic Surgery
Washington University West County Offi ce
Creve Coeur, MO
USA
Ernest S. Chiu MD, FACS
Associate Professor of Surgery
Director of Plastic Surgery Research
Division of Plastic and Reconstructive Surgery
School of Medicine
Tulane University
New Orleans, LA
USA
C. Spencer Cochran MD
Clinical Assistant Professor
Department of Otolaryngology-Head & Neck Surgery
University of Texas Southwestern Medical Center at Dallas
Gunter Center for Aesthetics & Cosmetic Surgery
Dallas, TX
USA
Mark A. Codner MD
Clinical Assistant Professor
Department of Plastic Surgery
Emory University,
Private Practice
Paces Plastic Surgery
Atlanta, GA
USA
Sydney R. Coleman MD
Assistant Clinical Professor
New York University Medical Center,
Director
TriBeCa Plastic Surgery
New York, NY
USA
Gustavo A. Colon MD
Clinical Professor
Tulane University
Metairie, LA
USA
Albert E. Cram MD, FACS
Iowa City Plastic Surgery
Coralville, IA
USA
Court Cutting MD
Professor of Surgery (Plastic Surgery)
New York University Medical Center
New York, NY
USA
Rollin K. Daniel MD, FACS
Clinical Professor of Plastic Surgery, University of California
Irvine
Professor of Surgery, McGill University
Chief of Plastic Surgery
Royal Victoria Hospital
Newport Beach, CA
USA
Leonora d ’Ascensão Mansur MD
Member of the Brazilian Society of Plastic Surgery
Santa Helena, MG
Brazil
Wojciech Dec MD
Resident
Department of Plastic Surgery
New York University Medical Center
New York, NY
USA
viii
Colaboradores

Jos é Abel de la Pe ña MD
Hospital Angeles de las Lomas
Mexico City
Mexico
Jos é Luis Mart ín del Yerro Coca MD
Head of the Departament of Plastic, Reconstructive and
Asthetic Surgery
Hospital Quir ón
Madrid
Spain
Maur ício Doi MD
Titular member of the Brazilian College of Surgeons
Associated Aspirant Member of the Brazilian Society of
Plastic Surgery
Resident Doctor,
“ Dr. Ewaldo Bolivar de Souza Pinto ” Plastic Surgery Service
Unisanta, S ão Paulo
Brazil
Michael Edwards PhD
Plastic Surgery Insitute of Southern California
Thousand Oaks, CA
USA
Rodrigo Federico MD
Resident Doctor
Dr. Ewaldo Bolivar de Souza Pinto Plastic Surgery Service
Rio de Janeiro, RJ
Brazil
Roberto L. Flores M.D.
Assistant Professor of Surgery
Riley Hospital for Children
Indiana Univeristy Medical Center
Indianapolis, IN
USA
Robert S. Flowers MD
The Flowers Clinic
Honolulu, HI
USA
Peter Fodor MD, FACS
Past President, American Society for Aesthetic Plastic
Surgery
Associate Clinical Professor
Dept of Plastic Surgery
UCLA Medical Center
Los Angeles, CA
USA
Brandon Freeman MD
Aesthetic Fellow
Department of Plastic Surgery
University of Texas-Southwestern
Dallas, TX
USA
Jack A. Friedland MD, FACS
Associate Professor of Plastic Surgery
Department of Plastic Surgery
Mayo Medical School
Past President
American Society for Aesthetic Plastic Surgery
Scottsdale, AZ
USA
Allen Gabriel MD
Staff Physician, Clinical Research Director
Department of Plastic Surgery
Loma Linda University School of Medicine
Loma Linda, CA
USA
Roy G. Geronemus MD
Clinical Professor of Dermatology, New York University
Director
Laser & Skin Surgery Center of NY
New York, NY
USA
Ashkan Ghavami MD
Private Practice
Beverly Hills, CA
USA
Mary K. Gingrass MD
Assistant Clinical Professor, Vanderbilt University School of
Medicine
The Plastic Surgery Center of Nashville
Nashville, TN
USA
Ronald P. Gruber MD
Clinical Assistant Professor, University of California
Adjunct Clinical Assistant Professor, Stanford University
East Bay Aesthetic Plastic Surgery Center
Oakland, CA
USA
Jack P. Gunter MD
Clinical Professor, Department of Plastic Surgery &
Clinical Professor, Department of Otorhinolaryngology
The University of Texas Southwestern Medical Center
Dallas, TX
USA
Bahman Guyuron MD, FACS
Kiehn-DesPrez Professor and Chair
Department of Plastic Surgery
Case Western Reserve University/University Hospitals Case
Medical Center
Lyndhurst, OH
USA
Elizabeth J. Hall-Findlay MD, FRCSC
Plastic Surgeon
Banff Plastic Surgery
Banff, Alberta
Canada
ix
Colaboradores

Haideh Hirmand MD, FACS
Clinical Assistant Professor of Surgery
Cornell Medical College
New York, NY
USA
Erik A. Hoy MD
Resident
Department of Plastic Surgery
Brown University
Providence, RI
USA
Dennis J. Hurwitz MD, FACS
Director
Hurwitz Center for Plastic Surgery,
Clinical Professor of Plastic Surgery, University of Pittsburgh
Pittsburgh, PA
USA
Nicanor G. Isse MD
The Isse Institute of Cosmetic Surgery, Inc.
Newport Beach, CA
USA
Elizabeth B. Jelks MD
Department of Ophthalmology
New York University School of Medicine
New York, NY
USA
Glenn W. Jelks MD, FACS
Associate Professor of Surgery (Plastic Surgery)
Associate Professor of Ophthalmology
New York University School of Medicine
New York, NY
USA
Mark Jewell
Past President, American Society for Aesthetic Plastic
Surgery
Assistant Clinical Professor Oregon Health Science
University
Portland, OR
USA
Nolan S. Karp MD
Associate Professor of Plastic Surgery
New York University School of Medicine,
Chief
Plastic Surgery Service
Tisch Hospital
New York, NY
USA
Arnold W. Klein MD
Professor of Medicine and Dermatology
David Geffen School of Medicine
University of California, Los Angeles
Los Angeles, CA
USA
Gil Kryger MD
Kryger Institute of Plastic Surgery
Thousand Oaks, CA
USA
Val Lambros MD, FACS
Clinical Instructor in Surgery
University of California, Irvine
Newport Beach, CA
USA
Walter Lampeter CSA, RNFA
Surgical Assistant
Department of Plastic Surgery
Manhattan Eye, Ear & Throat Hospital
New York, NY
USA
Gary J. Lelli Jr. MD
Assistant Professor of Oculoplastic Surgery
Department of Ophthalmology
New York Presbyterian Hospital
Weill Cornell Medical Center
New York, NY
USA
Oren Z. Lerman MD
Resident
The Institute of Reconstructive Plastic Surgery
New York University Medical Center
New York, NY
USA
Richard D. Lisman MD, FACS
Clinical Professor of Ophthalmology, New York University
School of Medicine
Director of Ophthalmic Plastic Surgery Services
New York University Medical Center and Manhattan Eye,
Ear & Throat Hospital
New York, NY
USA
Montien Lueprapai MD
Plastic Surgeon
Lerdsin Hospital
Bangkok
Thailand
Vincent P. Marin MD
Clinical Instructor, Department of Plastic Surgery
University of Texas Southwestern Medical Center
Dallas, TX
USA
W. Jason Martin MD
Director, Aspen Institute of Plastic and Reconstructive
Surgery
Aspen Valley Hospital
Aspen, CO
USA
x
Colaboradores

G. Patrick Maxwell MD, FACS
Clinical Professor of Surgery
Department Plastic Surgery
Loma Linda University Medical Center
Loma Linda, CA
USA
Joseph G. McCarthy MD
Professor of Surgery (Plastic)
Institute of Reconstructive Plastic Surgery
New York University Medical Center
New York, NY
USA
Ricardo A. Meade MD
Clinical Instructor, University of Texas Southwestern
Medical Center
Private Practice
Dallas Plastic Surgery Institute
Dallas, TX
USA
Bryan Mendelson FRCSE, FRACS, FACS
President of the International Society of Aesthetic Plastic
Surgery
Toorak, Victoria
Australia
Joseph Michaels V MD
Body Contouring Fellow
Clinical Professor of Surgery
Division of Plastic Surgery
University of Pittsburgh Medical Centre
Pittsburgh, PA
USA
Colin M. Morrison MSc, FRCS(Plast)
Department of Plastic Surgery
Addenbrooke ’s Hospital
Cambridge University Hospitals NHS Foundation Trust
Cambridge
UK
Newton Moscoe MD
Private Practice
Austin, TX
USA
Foad Nahai MD, FACS
Paces Plastic Surgery
Atlanta, GA
USA
Timothy Neavin MD
Aesthetic Surgery Fellow of Richard Ellenbogen
Los Angeles, CA
USA
Carlos G. L. Neves MD
Specialist Member of the Brazilian Society of Plastic Surgery,
SBCP
Titular Member of the Brazilian College of Surgeons, TCBC
Rio de Janeiro, RJ
Brazil
Michael K. Newman MD
Clinical Instructor
Department of Plastic Surgery
Georgetown University Hospital
Washington, DC
USA
Ferdinand A. Ofodile MD, FACS
Clinical Professor of Surgery
Columbia University
Chief of Plastic Surgery
Harlem Hospital Center
New York, NY
USA
Sheldon Opperman MD
Site Director
Department of Anesthesiology
Manhattan Eye, Ear & Throat Hospital
New York, NY
USA
Salvatore Pacella MD, MBA
Attending Surgeon
Division of Plastic Surgery
Scripps Clinic Medical Group
La Jolla, CA
USA
Keyian Paydar MD
Resident
Division of Plastic and Reconstructive Surgery
University of California, Irvine
Irvine, CA
USA
John A. Perrotti MD
Clinical Assistant Professor of Surgery, New York Medical
College
Attending Surgeon
Manhattan Eye, Ear & Throat Hospital
New York, NY
USA
Ivo Pitanguy MD
Professor of Plastic Surgery
Pontifi cal Catholic University of Rio de Janeiro and the
Carlos Chagas Institute of Post-Graduate Medical Studies
Rio de Janeiro, RJ
Brazil
Gerald H. Pitman MD
Clinical Professor of Surgery (Plastic Surgery)
Institute for Reconstructive Plastic Surgery
New York University School of Medicine
New York, NY
USA
Ronaldo Pontes MD
Chairman of the Clinic
Professor of Surgery
Fluminense Federal University
Niterói, RJ
Brazil
xi
Colaboradores

Henrique N. Radwanski MD
Assistant Professor of Plastic Surgery
The Pontifi cal Catholic University of Rio de Janeiro and the
Carlos Chagas Post-Graduate Medical Institute
Rio de Janeiro, RJ
Brazil
Oscar M. Ramirez MD
Director of Esthetique Internationale
“ The Center for Cosmetic Plastic Surgery Enhancement ”
Clinical Assistant Professor
Plastic Surgery
The Johns Hopkins University
Timonium, MD
USA
Emily Ridgway
Resident
Harvard Division of Plastic Surgery
Boston, MA
USA
Rod Rohrich MD, FACS
Professor and Chairman; Crystal Charity Ball Distinguished
Chair in Plastic Surgery and the Betty and Warren Chair
in Plastic and Reconstructive Surgery
Department of Plastic Surgery
The University of Texas Southwestern Medical Center
Dallas, TX
USA
David J. Rowe MD
Assistant Professor of Plastic Surgery
Department of Plastic Surgery
University Hospitals Case Medical Center
Cleveland, OH
USA
Gregory L. Ruff MD
Private Practice
Chapel Hill, NC
USA
Pierre Saadeh MD
Program Director
Plastic Surgery
New York University School of Medicine
New York, NY
USA
Alesia P. Saboeiro MD
Private Practice
Tribeca Plastic Surgery
New York, NY
USA
Osvaldo Saldanha MD
Head of Plastic Surgery Service – UNISANTA
Santos, S ão Paulo
Brazil
Narayana Pauline Serpa MD
Clinica Fluminense
Rio de Janeiro, RJ
Brazil
David Michael Shafer MD
Aesthetic Surgery Fellow
Manhattan Eye, Ear & Throat Hospital
New York, NY
USA
John W. Siebert MD
Professor of Surgery
University of Wisconsin School of Medicine Madison, WI
Adjunct Professor (Plastic Surgery)
New York University Medical Center
New York, NY
USA
Scott Lawrence Spear MD
Chairman and Professor
Deparment of Plastic Surgery
Georgetown Universtiy Hospital
Washington, DC
USA
Douglas S. Steinbrech MD, FACS
Clinical Associate Professor of Surgery (Plastic)
New York University School of Medicine
Attending Physician
Plastic Surgery
Manhattan Eye, Ear & Throat Hospital
New York, NY
USA
David Stoker MD, FACS
Clinical Assistant Professor of Surgery
Division of Plastic and Reconstructive Surgery
Keck School of Medicine of the University of Southern
California
Marina del Rey, CA
USA
James M. Stuzin MD
Assistant Professor of Surgery
Department of Plastic Surgery
University of Miami
School of Medicine
Miami, FL
USA
Sean A. Sukal MD, PhD
Director
Sukal Skin Institute
Boca Raton, FL
USA
Patrick K. Sullivan MD
Associate Professor
Plastic Surgery
Brown University
Providence, RI
USA
List of Contributors
xii
xii
Colaboradores

Nicolas Tabbal MD, FACS
Clinical Associate Professor of Surgery
Institute for Reconstructive Plastic Surgery
New York University School of Medicine
New York, NY
USA
Mich èle Tardif
Chirurgie plastique
Hôpital Maisonneuve-Rosemont
Montréal, QC
Canada
Steven Teitelbaum MD, FACS
Assistant Clinical Professor of Plastic Surgery
David Geffen School of Medicine at UCLA
Los Angeles, CA
USA
Oren M. Tepper MD
Resident
The Institute of Reconstructive Plastic Surgery
New York University Medical Center
New York, NY
USA
Edward O. Terino MD
Medical Director
Plastic Surgery Institute of Southern California
Thousand Oaks, CA
USA
Charles H. Thorne MD
Associate Attending Surgeon, Manhattan Eye, Ear & Throat
Hospital
Associate Professor of Plastic Surgery
New York University School of Medicine
New York, NY
USA
Patrick L. Tonnard MD
Coupure Centrum Voor Plastische Chirurgie
Ghent
Belgium
Dean M. Toriumi MD
Professor
Division of Facial Plastic and Reconstructive Surgery
Department of Otolaryngology – Head and Neck Surgery
University of Illinois at Chicago
Chicago, IL
USA
Andrew P. Trussler MD
Assistant Professor
Department of Plastic Surgery
University of Texas – Southwestern
Dallas, TX
USA
Andrey Van Ass Malheiros MD
Resident Doctor
Dr. Ewaldo Bolivar de Souza Pinto Plastic Surgery Service
Rio de Janeiro, RJ
Brazil
Alexis M. Verpaele MD
Coupure Centrum Voor Plastische Chirurgie
Ghent
Belgium
Jennifer Walden MD, FACS
Attending Surgeon and Program Director
Plastic Surgery
Manhattan Eye, Ear & Throat Hospital
New York, NY
USA
Richard Warren MD, FRCS(C)
Clinical Professor
Division of Plastic Surgery
University of British Columbia
Vancouver, BC
Canada
Stephen M. Warren MD
Associate Professor of Surgery (Plastic)
Institute of Reconstructive Plastic Surgery
New York University Medical Center
New York, NY
USA
Adam Bryce Weinfeld MD
Attending Plastic Surgeon
University Medical Center
Brackenridge Dell Children ’s Medical
Center of Central Texas
Temple, TX
USA
Michael Zelman
Anesthesiologist
Lennox Hill Anesthesiology
New York, NY
USA
xiii
Colaboradores

Este livro é dedicado à minha esposa Muffi e, cuja paciência e apoio são intermináveis,
e às nossas fi lhas Ashleigh e Bracie, já que a maior parte de meu tempo para este projeto
foi delas usurpada nas noites e nos fi ns de semana.
Sherrell J. Aston, MD, FACS
Para Edward e Narge, Steinbrech e Jeffrey Sharp, por todo seu apoio.
Douglas S. Steinbrech, MD, FACS
Dedico este livro aos meus pais, Dr. Richard e Shirley Walden, que jamais questionaram
minhas aspirações e sonhos.
Jennifer L. Walden, MD, FACS
xiv
Dedicatória

Gostaríamos de dedicar e agradecer Dr. Thomas D. Rees por
escrever o prefácio deste livro. Ele estabeleceu os padrões para
o ensino da cirurgia plástica estética.
A geração atual de cirurgiões plásticos estéticos e as que
virão estão em dívida com ele. Estamos honrados por ser dele
o prefácio deste livro.
Gostaríamos de agradecer Sr. Walter Lampeter, Certifi ed Sur-
gical Assistant, por seu esforço incansável como editor técnico
deste livro. Quando este projeto estava em seus estágios iniciais
de desenvolvimento, Dr. Steinbrech, Dra. Walden e eu sabíamos
que nossos compromissos não nos permitiriam ser as pessoas
que no dia a dia receberiam os capítulos enviados on-line. É
desnecessário enfatizar que a maioria dos capítulos exigiu esforço
signifi cativo para processar, coordenar as partes e depois trans-
mitir on-line para as revisões iniciais antes de enviar para a
Elsevier. Walter foi essencial para termos este livro publicado.
Seremos sempre gratos a seu trabalho árduo e seu tempera-
mento tranquilo até mesmo sob pressão.
Também somos agradecidos a Sue Hodgson, Publishing
Director da Elsevier, que foi tão útil para fazer este livro se
tornar realidade. Seus conselhos e orientações foram sober-
bos. Sua disposição para realizar este livro do modo como
queríamos foi inspiradora e muito valiosa. A Elsevier tem sorte
de ter Sue representando a divisão de livros sobre cirurgia
plástica.
Sherrell J. Aston, MD, FACS
Gostaria de agradecer meus pais, Edward e Narge Steinbrech, e
toda minha família por seu apoio inabalável ao longo dos anos
de minha graduação e treinamento.
Também devo prestar homenagem aos mentores infl uentes
na minha formação acadêmica: Dr. Frank C. Spencer, NYU,
Chief Emeritus of the Department of General Surgery; Dr. Steven
A. Rosenberg, chefe do setor de cirurgia do National Cancer
Institute, nos National Institutes of Health; e Dr. Michael T.
Longaker. Todos eles me apoiaram e inspiraram durante meu
treinamento e minha pesquisa.
Também tenho de agradecer Dr. Joseph G. McCarthy, meu
chefe no NYU Institute of Reconstructive Plastic Surgery, que
incorpora o espírito do líder acadêmico e que sempre disse:
“Para um cirurgião, a pesquisa e a redação de trabalhos só
acontecem à noite e nos fi ns de semana.” Mais uma vez ele
estava certo.
Sou profundamente grato ao Sr. Jeffrey W. Sharp e ao Dr. W.
Rodney Sharp, cujas palavras de incentivo impulsionaram este
projeto desde o início. Também agradeço ao colega e bom
amigo Dr. Pierre B. Saadeh, que merece crédito por ser particu-
larmente fundamental na gênese deste compêndio.
E, claro, agradecimentos especiais e obrigatórios ao perse-
verante Dr. Sherrell J. Aston, cujo talento só pode ser igualado
por sua persistência, e, mesmo sem ter necessidade de editar
outro livro, assumiu este desafi o com um entusiasmo e uma
determinação sem limite.
Douglas S. Steinbrech, MD, FACS
Gostaria de agradecer meus mentores, que ajudaram a me
tornar o cirurgião que sou hoje. Para a Dra. Linda Phillips, que
foi meu modelo de conduta e minha mentora nos últimos 12
anos; alguém que fez parecer ser fácil atuar como presidente do
American Board of Plastic Surgery, reitora da faculdade de
medicina, chefe de cirurgia plástica e mãe de quatro fi lhos.
E, fi nalmente, Dr. Sherrell Aston, meu associado sênior e
coeditor deste livro; um talentoso cirurgião que tem sido fonte
permanente de apoio e inspiração em minha vida acadêmica e
atuação em clínicas particulares de cirurgia plástica estética de
Nova York. Eu não estaria aqui hoje sem essas pessoas.
Jennifer L. Walden, MD, FACS
****** Agradecimentos Gerais ******
Drs. Aston, Steinbrech e Walden também gostariam de agrade-
cer todos os autores deste livro por dedicarem centenas de horas
na preparação de seus capítulos. A qualidade deste livro está
diretamente relacionada a suas experientes constatações e sua
dedicação ao trabalho.
xv
Agradecimentos

Esta página foi intencionalmente deixada em branco

Finalmente, este livro tornou disponível em volume único um
texto sobre cirurgia estética verdadeiramente do século XXI, que
não só apresenta cada assunto de forma organizada e muito
compreensível, mas também proporciona atualização contínua
por meio dos milagres eletrônicos da internet e da informá-
tica*, de modo que o leitor não tem de esperar durante anos
por outra edição para se manter atualizado em qualquer tópico
– tempo em que a primeira edição pode estar bem desatuali-
zada e atrasada quanto a novas técnicas e informações.
A disponibilidade de DVDs com procedimentos cirúrgicos
reais e vídeos realizados em tempo real acrescenta enorme
apelo ao livro. No passado, o melhor que podíamos fazer para
apresentar o conteúdo, tanto verbal quanto visual, dos simpó-
sios dos quais eu e Dr. Aston participávamos era elaborar uma
monografi a dos trabalhos e disponibilizar fi tas e DVDs das
operações realizadas junto com os encontros; no entanto, eram
edições separadas e nem sempre coordenadas para representar
os esforços dos docentes, extraídos de peritos do mundo inteiro.
As monografi as derivadas de encontros e simpósios são difíceis
de serem divulgadas. Os membros do corpo docente geral-
mente são profi ssionais ocupados que não têm tempo para
preparar suas apresentações na forma de monografi a, sendo
difícil e muitas vezes ousado para os editores retrabalharem os
manuscritos para chegar a um formato comum. Os autores
colaboradores deste livro foram desafi ados pelas características
de atualização contínua, bem como pelos DVDs e vídeos que
acompanham a obra. Eles realmente envidaram esforços para
escrever quase em tempo real e evitaram a tarefa muitas vezes
tediosa e nada agradável de ter de reescrever seus capítulos em
um curto espaço de tempo para outra edição.
Achei o formato uniforme de cada capítulo neste volume
mais atraente e fácil de ler, especialmente na ausência de redun-
dância, isto é, história e fi losofi a pessoal. É difícil ensinar cirur-
gia plástica estética apenas por meio da palavra escrita. A
habilidade em cirurgia estética só vem pelas mãos da experiên-
cia. Cirurgia Plástica Estética chega mais perto de reproduzir um
ambiente real de sala de cirurgia do que se pode esperar. No
mínimo, o livro é um companheiro prático para as situações
reais.
Thomas D. Rees, MD, FACS
xvii
Prefácio
*Nota do Editor: As atualizações serão feitas no site em inglês.

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xix
Apresentação

xix
Nos últimos 29 anos, eu e Dr. Thomas Rees organizamos con-
juntamente o Manhattan Eye, Ear & Throat Hospital (MEETH)
Aesthetic Surgery Simposium, que reuniu corpo docente multi-
disciplinar de cirurgiões experientes em quase todas as facetas
da cirurgia estética. Participantes e pacientes do mundo inteiro
se benefi ciaram das apresentações cuidadosamente preparadas
sobre os últimos progressos e as técnicas cirúrgicas estéticas
experimentadas e validadas. O formato altamente organizado
do programa e, na quase totalidade, os tempos de apresentação
rigidamente controlados obrigaram os membros do corpo
docente a apresentar somente as partes mais importantes de seu
tópico. Não havia tempo para análises históricas profundas ou
discussões fi losófi cas. A audiência ao longo dos anos forneceu
grande quantidade de opiniões sobre esse formato. Eu e Dr.
Rees discutimos, em muitas ocasiões, várias maneiras de aprovei-
tar a tamanha quantidade de material apresentado durante
esses simpósios de quatro ou cinco dias (isto é, uma monografi a
do encontro anual, vídeos, CDs ou fi tas de áudio). Isso não foi
feito por várias razões. Entretanto, Dr. Rees publicou três livros
de sucesso internacional: Cosmetic Facial Surgery, de Dr. Thomas
D. Rees e Dr. Donald Wood-Smith (1973); Aesthetic Plastic
Surgery (1980), no qual fui um dos colaboradores; e Aesthetic
Plastic Surgery (1994), coeditado por Dr. Thomas D. Rees e Dr.
Gregory S. Latrenta.
Logo após o simpósio do MEETH de 2005, um dos meus
coautores/editores, o Dr. Douglas S. Steinbrech, propôs a ideia
de elaborar um livro-texto com base no assunto do encontro
recém-concluído. Afi nal de contas, havíamos abordado quase
todo o campo da cirurgia estética. No começo, não me empolguei
muito com a ideia; contudo, duas semanas depois, Dr. Stein-
brech me mostrou no consultório um rascunho do livro e ideias
de como o mesmo poderia ser produzido de forma efi ciente.
Minha sócia, Dr. Jeniffer L. Walden, fi cou entusiasmada com o
projeto e concordou em ser uma das coautoras/editoras. Após
várias reuniões, chegamos a um acordo sobre o conteúdo do
livro (que era signifi cativamente diferente do simpósio de
2005), o formato, o estilo, autores e detalhes práticos. O produto
de tudo isso é o que apresentamos aqui.
Drs. Steinbrech e Walden são sábios e competentes, além de
terem vários anos de experiência. Estão publicando, apre-
sentando palestras e operando. A maioria das boas ideias asso-
ciadas a este projeto lhes deveria ser creditada. Dr. Douglas S.
Steinbrech é um produto dos programas de residência em cirur-
gia geral e cirurgia plástica da New York University. É um
ocupado membro da equipe de cirurgia plástica nos hospitais
MEETH e Lenox Hill, e um de nossos residentes e estagiários
favoritos em ensinar e demonstrar técnicas cirúrgicas. Dra. Jen-
nifer L. Walden, nascida no estado americano do Texas, realizou
seu treinamento no programa integrado de cirurgia plástica da
University of Texas Medical Branch e veio para o MEETH como
estagiária em cirurgia estética em 2003. Além de trabalhar ati-
vamente em clínicas particulares, atua como Program Director
de nosso programa de ensino para residentes e estagiários no
MEETH, e qualquer pessoa que já tenha convivido com ela sabe
que se trata de uma líder nata.
Este livro reúne os trabalhos de vários autores em um único
volume, que cobre a maioria das áreas da cirurgia plástica
estética. Ele não se destina a ser uma enciclopédia de técnicas
de cirurgia estética, mas um seleto compêndio de procedimen-
tos contemporâneos usados frequentemente pelos autores.
Autores esses que são, em sua maioria, bem conhecidos e/ou
com experiência considerável em suas áreas. Somos gratos a
todos eles por terem cedido seu tempo e trabalho para tornar
este livro possível. Espero que eles sintam orgulho de terem
contribuído para este livro e e de compartilharem sua experiên-
cia e conhecimento.
Os capítulos deste livro foram enviados on-line por meio
de um programa que elaboramos para este projeto. Os autores
confi guraram seus capítulos de acordo com um modelo, de
modo a oferecer ao leitor o material essencial. O modelo for-
necido aos autores expunha a necessidade de:
1. Dois parágrafos concisos a respeito da história sobre o
procedimento.
2. A avaliação física.
3. Três a cinco parágrafos concisos sobre a anatomia relevante
ao procedimento.
4. Sete a doze parágrafos relatando as etapas técnicas do pro-
cedi-mento.
5. Um parágrafo descrevendo os cuidados pós-operatórios
associados ao procedimento.
6. Um parágrafo expondo as complicações relacionadas ao
procedimento e como tratá-las.
7. Uma lista com cinco sugestões e cinco armadilhas.
8. Resumo do procedimento em 10-20 etapas precisas.
9. Uma lista com cerca de 10 das mais importantes referências.
Com o avanço proporcionado pela internet e pela tecnolo-
gia da informática, temos algumas interessantes contribuições

a este livro, que incluem: um compêndio virtual on-line de
acompanhamento com atualizações mensais de novos mate-
riais*, links que permitem ir de um tópico a outro com apenas
um clique no mouse e um complemento integral na forma de
DVD e vídeos que podem ser acessados e armazenados no
computador para visualização.
Também pretendíamos que este livro fosse análogo ao
Current Surgical Therapy, do Cameron, para residentes em cirur-
gia. Um livro útil, com tópicos pertinentes e relevantes, que
pudesse ser carregado com apenas uma das mãos e que fosse
prático durante plantões ou consultas hospitalares.
O público-alvo é qualquer cirurgião plástico interessado em
cirurgia plástica estética. Esperamos que os jovens cirurgiões o
considerem organizado, de modo a proporcionar detalhes con-
cisos dos procedimentos e técnicas contidos a serem acrescen-
tados a sua base de conhecimento. Para os que estão em fase de
treinamento, este livro pode ser a primeira exposição a alguns
tópicos específi cos; no entanto, temos confi ança de que os
cirurgiões mais experientes também o acharão útil. Todos os cirur-
giões devem atualizar constantemente seu conhecimento sobre
os procedimentos contemporâneos e se esforçar para obter os
melhores resultados. Esperamos que este livro auxilie nesse
processo.
Sherrell J. Aston, MD, FACS
2009
xx
Apresentação
*Nota do Editor: As atualizações serão feitas no site em inglês.

Sumário

SEÇÃO 1: ORGANIZAÇÃO DO CONSULTÓRIO
1 Consultório de Cirurgia Plástica
3
Gustavo A. Colon
2 Documentação Fotográfi ca no Paciente Estético
15
Val Lambros

SEÇÃO 2: ANESTESIA
3 Anestesia na Cirurgia Estética
27
Michael Zelman e Daniel J. Ceradini
4 Náusea e Vômito Pós-operatórios
37
Sheldon Opperman e David M. Shafer
5 Segurança do Paciente em Cirurgia Plástica
43
Mark Jewell

SEÇÃO 3: SUSPENSÃO FACIAL
6 Anatomia da Suspensão Facial, Sistema Musculoaponeurótico
Superfi cial, Ligamentos Suspensores e Espaços Faciais
53
Bryan Mendelson
7 Suspensão Facial com Técnicas SMAS e FAME
73
Sherrell J. Aston e Jennifer L. Walden
8 Rejuvenescimento Facial por Meio do Sistema
Musculoaponeurótico Superfi cial: Restauração do
Formato Facial com Rejuvenescimento Facial
87
James M. Stuzin
9 Suspensão Facial com Cicatriz Reduzida
101
Daniel C. Baker
10 Ritidoplastia Original
115
Gerald H. Pitman
11
Técnica de Suspensão Facial do Sistema
Musculoaponeurótico Superfi cial Alto
129
Fritz E. Barton, Jr. e Ricardo A. Meade
12 Suspensão Facial MACS
137
Patrick L. Tonnard, Alexis M. Verpaele e Colin M. Morrison
13 Ritidoplastia Multivetorial
149
Jack A. Friedland
14 Rejuvenescimento Facial Masculino
155
Douglas S. Steinbrech
xxi

xxii
15 Rejuvenescimento Endoscópico da Porção Média e
Inferior da Face
169
Steven Byrd e Andrew P. Trussler
16 Rejuvenescimento Facial por Via Endoscópica
177
Oscar M. Ramirez
17 Rejuvenescimento Facial em não Caucasianos
191
Ferdinand A. Ofodile
18 Microcirurgia Estética Facial
209
John W. Siebert e Joseph Michaels
19 Suspensão do Terço Médio da Face
217
Mark A. Codner e Salvatore Pacella

SEÇÃO 4: O PESCOÇO
20 Procedimentos no Plano Profundo do Pescoço
231
Adam Bryce Weinfeld e Foad Nahai
21
Tratamento do Pescoço Masculino
243
Thomas M. Biggs e Jose Luis Martin Del Yerro Coca
22 Manipulação das Glândulas Submandibulares
251
Patrick K. Sullivan, Erik A. Hoy e Brandon Freeman

SEÇÃO 5: SUSPENSÃO DAS SOBRANCELHAS
23 Suspensão das Sobrancelhas com Incisão Limitada
não Endoscópica
263
Richard Warren
24 Suspensão das Sobrancelhas por Acesso Coronal
275
Daniel C. Baker e Ernest S. Chiu
25 Suspensão das Sobrancelhas por Via Endoscópica
com Fixação Interna
281
Bahman Guyuron e David J. Rowe
26 Suspensão Transpalpebral das Sobrancelhas
287
John W. Siebert e Emily Ridgway

SEÇÃO 6: SUSPENSÃO COM SUTURA
27 Suspensão com Sutura para a Face e o Pescoço
295
Gregory Lloyd Ruff
28 Suspensão com Sutura para Sobrancelha e Terço
Superior da Face
307
Nicanor G. Isse e Newton D. Moscoe

SEÇÃO 7: BLEFAROPLASTIA
29 Blefaroplastia Superior e Inferior Convencional
321
Pierre Saadeh
30 Técnicas de Suspensão do Canto Lateral
329
Glenn W. Jelks e Elizabeth B. Jelks
Sumário

xxiii
31
Área de Transição entre Pálpebra e Bochecha: a
Deformidade do Sulco da Lágrima (Tear Trough)
345
Mark A. Codner e Haideh Hirmand
32 Cantoplastia com Fita Tarsal
357
Richard D. Lisman e Gary J. Lelli, Jr.
33 Blefaroplastia no Paciente do Leste Asiático
367
Robert S. Flowers e Montien Lueprapai
34 Tratamento das Complicações da Blefaroplastia
393
Richard D. Lisman e Gary J. Lelli, Jr.

SEÇÃO 8: CONTORNO DO MALAR, MENTO E MANDÍBULA
35 Contorno Autólogo da Face Inferior
411
Stephen M. Warren, Alexander C. Allori e Joseph G. McCarthy
36 Aumento Aloplástico do Queixo
423
Wojciech Dec e Stephen M. Warren

SEÇÃO 9: RINOPLASTIA
37 Rinoplastia Fechada Primária
437
Sherrell J. Aston e Jason Martin
38 Rinoplastia Aberta Primária
473
Nicolas Tabbal e Michael A. Bogdan
39 Rinoplastia Secundária
481
Rollin K. Daniel e Kevin A. Brenner
40 Técnicas de Enxertos na Ponta Nasal com Emprego de
“Enxertos de Ponta Anatômicos” e Medidores
495
Ronald P. Gruber, Gil Kryger e Keyian Paydar
41 Abordagem Anatômica para os Problemas da Ponta
507
Vincent P. Marin, C. Spencer Cochran e Jack P. Gunter
42 Correção do Desvio do Septo
523
Bahman Guyuron e David J. Rowe
43 A Rinoplastia Étnica
531
Ashkan Ghavami e Rod J. Rohrich
44 A Rinoplastia Asiática
555
Dean M. Toriumi e Mark A. Checcone
45 Correção do Nariz do Fissurado
573
Court Cutting e Roberto Flores

SEÇÃO 10: ORELHA
46 Otoplastia Primária e Reconstrução
587
Charles H.M. Thorne
Sumário

xxiv

SEÇÃO 11: A MAMA
47 Redução da Mama em T Invertido Tradicional
595
Claudio Cardoso de Castro
48 Mastopexia com e sem Aumento
601
Scott L. Spear e Michael K. Newman
49 Mamoplastia Redutora pela Técnica de Pitanguy
609
Ivo Pitanguy e Henrique N. Radwanski
50 Mamoplastia Vertical com Pedículo Medial
621
Elizabeth J. Hall-Findlay
51
Mastopexia e Redução Periareolar “Round Block”
de Benelli
629
Louis C. Benelli
52 Implantes de Mama: Fundamentos, Segurança e
Considerações Gerais
645
Douglas S. Steinbrech e Oren Z. Lerman
53 Mamoplastia de Aumento
661
Jennifer J. Walden
54 Abordagem do Aumento das Mamas em Plano Duplo
675
Steven Teitelbaum
55 Aumento das Mamas com Gel Coesivo
689
William P. Adams Jr.
56 Aumentos em Mama Difíceis
697
Nolan S. Karp
57 Reconstrução Mamária
703
G. Patrick Maxwell e Allen Gabriel
58 Reconstrução Areolopapilar
717
G. Patrick Maxwell e Allen Gabriel

SEÇÃO 12:
CONTORNO CORPORAL/PERDA ACENTUADA DE PESO PÓS-CIRURGIA BARIÁTRICA
59 Lipoplastia por Aspiração Pura
729
Gerald H. Pitman e David A. Stoker
60 Complicações e Correções em Lipoaspiração
743
Ewaldo Bolivar de Souza Pinto, Rodrigo Federico e
Andrey van Ass Malheiros
61 Conceitos em Lipoenxertia
751
Ewaldo Bolivar de Souza Pinto, Paulo R. Carneiro,
Leonora d’Ascensão Mansur e Rodrigo Federico
62 Lipoabdominoplastia: Técnica de Saldanha
757
Osvaldo Saldanha, Rodrigo Federico e Mauricio Doi
63 Lipoabdominoplastia: Técnicas e Tecnologias
Avançadas
765
Mark Jewell
Sumário

xxv
64 Lipoplastia Ultrassônica não Cirúrgica
775
Peter Fodor
65 Lipoaspiração Assistida por Ultrassom
781
Mary K. Gingrass e Allen Gabriel
66 Técnicas de Abdominoplastia
791
Ronaldo Pontes e Narayana Pauline Serpa
67 Braquioplastia
805
Dennis J. Hurwitz e Timothy Neavin
68 Abdominoplastia Circunferencial: Suspensão
Corpórea Inferior
813
Carlos G.L. Neves, Albert E. Cram e Al S. Aly
69 Abdominoplastia com Alta Tensão Lateral
823
Steven Teitelbaum
70 Aumento Glúteo
837
Michèle Tardif e José Abel de la Peña

SEÇÃO 13: PELE E RESTAURAÇÃO CUTÂNEA FACIAL A LASER
71
Botox® para Face, Pescoço e Sobrancelha
847
Fredric S. Brandt e Alex Cazzaniga
72 Aumento Labial
855
Arnold W. Klein e Bruce W. Ayers
73 Aumento da Gordura Estrutural da Face e das Mãos
861
Sydney R. Coleman e Alesia P. Saboeiro
74 Preenchedor Injetável de Ácido Hialurônico
865
Jennifer L. Walden e Walter Lampeter
75 Preenchedores não Hialurônicos para Aumento Facial
875
Douglas S. Steinbrech e Oren M. Tepper
76 Rejuvenescimento a Laser
883
John L. Burns e A. Jay Burns
77 Restauração Fracionada
891
Sean A. Sukal e Roy G. Geronemus
78 Aumento Aloplástico Total da Face
901
Edward O. Terino
79 Descamações Químicas e Dermabrasão
921
John A. Perrotti e Thomas J. Baker

Índice
929

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Organização do consultório
Seção 1

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1
C A P Í T U L O
Consultório de cirurgia plástica
Gustavo A. Colon
Parte 1: Introdução às necessidades
da prática
Etapas iniciais
Antes de estabelecer um consultório, você tem de decidir onde
quer morar. No entanto, pode ser um pouco difícil decidir entre
uma área urbana, suburbana ou rural. A primeira coisa que deve
ser avaliada é a quantidade de cirurgiões plásticos que estão
atuando na comunidade. Seria muito difícil você se estabelecer
em um local onde existam muitos profi ssionais da área, que já
possuam fontes de referência adequadas, sendo melhor procu-
rar uma comunidade na qual haja a necessidade clara de um
cirurgião plástico, seja atuando em grupo ou individualmente,
ou até mesmo na medicina acadêmica.
A localidade
Antes de terminar a especialização, você deve procurar a área na
qual está interessado. Verifi que a demografi a, o crescimento
populacional, as rendas médias, o crescimento da cidade e/ou
comunidade e avalie as estatísticas das áreas metropolitanas, par-
ticularmente onde houver grande incidência de cirurgiões plásti-
cos. Converse com médicos da comunidade para saber suas
opiniões, conceitos e ideias, que às vezes podem ser negativas, já
que eles podem não acolher um cirurgião plástico novo, jovem
e bem treinado. Nossas fontes para os potenciais locais da prática
da cirurgia plástica são a Associação Médica Americana, que
oferece um perfi l da área de mercado (MAPS), que inclui infor-
mações sobre a demografi a da comunidade, ou a câmara de
comércio local na área para a qual você está pensando em se
estabelecer. Os hospitais da área podem ajudá-lo a obter e a
interpretar quaisquer dados de que necessitar. Por exemplo, os
hospitais informarão quantos cirurgiões plásticos fazem parte da
equipe, podendo-se avaliar quais deles estão atendendo àquela
comunidade de saúde, quais são as fontes de referência e se existe
a necessidade de um cirurgião plástico mais jovem.
A clínica
O próximo passo a decidir é de que tipo de clínica gostaria de
participar, um grupo multidisciplinar com grande número de
especialidades diferentes, isto é, um tipo de confi guração similar
à Mayo Clinic ou Cleveland Clinic, ou a clínica em conjunto
com um grupo de cirurgiões plásticos. Alternativamente, você
pode dividir o espaço com outro cirurgião plástico, para aju-
dá-lo a diminuir os custos fi xos e, ao mesmo tempo, tirar van-
tagem da sua estabelecida equipe de cirurgia plástica. Pode
também preferir uma posição acadêmica em uma instituição de
ensino ou uma posição patrocinada ou assalariada em um
hospital que lhe permita a clínica privada, mas onde você
depende de indicações de/para entidade específi ca. Por fi m, há
o modelo independente ou clínica individual.
Vamos abordar primariamente clínicas individuais ou em
grupo. A clínica em grupo, naturalmente, proporciona segu-
rança econômica e uma fonte de pacientes. Geralmente, todos
incluem a cobertura embutida para férias e fi ns de semana,
esperança de um ambiente agradável composto por outros
cirurgiões plásticos com os quais você possa discutir casos,
com acesso a equipamentos adequados e oportunidades para
seguir a área de especialização na qual esteja interessado. Além
disso, ao exercer a atividade em uma área geográfi ca existente
com um grupo também estabelecido, terá o reconhecimento
imediato do seu nome.
Entretanto, a prática em grupo pode ser um pouco difícil
porque pode haver frustração devido a perda de autonomia,
insatisfação com a incapacidade de tomar decisões, confl itos
com outros associados e difi culdades de ordem fi nanceira, as
quais podem não ter sido adequadamente abordadas durante
as entrevistas iniciais e o contrato. Outros determinados pontos
devem ser estabelecidos antes de se partir para a prática em
grupo:
•
Certifi que-se de que a fi losofi a do grupo é também a sua
fi losofi a, não apenas em relação à ética do exercício profi s-
sional, mas no compartilhamento adequado de custos
fi nanceiros, cobrança e remuneração.
•
Encontre-se com todos os médicos com os quais você está
trabalhando e assegure a existência de uma aura de compa-
tibilidade; entenda que diferenças e que tipo de concorrên-
cia podem existir dentro da clínica.
3
Seção 1: Organização do consultório
Consulte
para ver as atualizações deste capítulo
(em inglês)
p

Seção 1: Organização do consultório
Cirurgia plástica estética
4
•
Converse com o cirurgião plástico mais jovem ou com o
último que tenha entrado para o grupo, porque ele será
capaz de lhe dizer quais são as suas frustrações e/ou bene-
fícios de participar de um trabalho em grupo.
•
Verifi que a reputação do trabalho em grupo dentro da
comunidade, se a clínica é viável, se está crescendo e se
precisa de outro cirurgião plástico.
•
Certifi que-se de que seu cônjuge ou outras pessoas impor-
tantes serão compatíveis com os cônjuges ou outras pessoas
importantes do grupo. Caso os cônjuges estejam traba-
lhando no mesmo grupo, assegure-se de que não serão
controladores do seu trabalho, caso contrário, isto poderá
provocar uma situação profi ssional e social difícil.
•
Todos os contratos por escrito devem ser revisados por um
advogado e/ou consultor que esteja cuidando dos seus inte-
resses, e não dos deles. Nunca comece a trabalhar sem um
contrato escrito revisado, certifi que-se de que se encaixa na
sua fi losofi a de trabalho e que seja benéfi co para ambas as
partes; deve ser uma situação em que todos ganhem.
Consultores
Você deve ter consultores para lhe ajudar a gerir um consultório
bem-sucedido. Antes de tudo, você precisa de um contador para
lidar com as suas necessidades fi nanceiras, ajudá-lo a confi gurar
sistemas contábeis de escritório e a lidar com questões fi scais,
preparar declarações mensais de receitas e despesas e aconselhar
a respeito de investimentos. Você precisará de um advogado
para examinar os seus contratos, bancos para lhe emprestar ou
conceder uma linha de crédito para começar, um corretor de
seguros e um corretor de imóveis para encontrar uma nova
residência ou ajudá-lo a achar um consultório, caso você opte
pela prática individual. Talvez você precise de um consultor em
gestão de carreira para avaliar e gerir o seu exercício profi ssional,
mas não inicialmente. Os consultores de gestão normalmente
são necessários quando uma clínica estabelecida necessita de
alguns ajustes ou talvez alguma reorganização.
Atividade individual
Se você estiver iniciando uma atividade independente, precisará
das licenças profi ssionais estaduais apropriadas e também se
candidatar com antecedência aos privilégios nos hospitais espe-
cializados onde deseja exercer a profi ssão. Depois de decidir
sobre a comunidade na qual deseja trabalhar, procure um espaço
para o consultório. Precisa decidir entre comprar ou alugar. Ini-
cialmente, acredito ser mais fácil alugar do que comprar, a fi m
de evitar custos fi xos excessivos. Encontre uma casa em uma
comunidade que você ache adequada para a sua família; o seu
cônjuge e fi lhos o seguirão para onde for, porém, escolha uma
comunidade que seja adaptável e confortável para eles.
Uma vez decidido em que área gostaria de trabalhar, você
terá de começar a fazer uma projeção de receitas e despesas para
que possa pegar dinheiro emprestado para começar a exercer,
além de usar esse dinheiro como receita para os meses iniciais.
Candidate-se aos programas de assistência gerenciada adequa-
dos e/ou planos de saúde que atendem à comunidade. Arranje,
para os seus encargos, seguro, custos fi xos e passivo do consul-
tório, seguro de interrupção de negócios, seguro-fi delidade dos
funcionários, plano de saúde para você e os seus funcionários,
seguro-invalidez, de vida e, fi nalmente, de automóvel. Adquira
serviço de resposta de chamadas, aparelho de mensagens, tele-
fone celular, cartões profi ssionais e folhetos explicativos, e pro-
videncie a aceitação de cartões de crédito em sua clínica. Dos
pontos de vista social e profi ssional, você precisa encontrar
médicos encaminhadores e entrevistar pessoas para a recepção
e serviços de escritório. Estude os códigos profi ssionais e cobre
pelos seus serviços dentro da realidade da área.
Espaço do consultório
Existem determinadas regras para achar e projetar o espaço do
seu consultório. Deve manter a privacidade de acordo com as
regulamentações da Health Insurance Portability and Accoun-
tability Act (HIPPA). Deve haver privacidade absoluta para os
pacientes que recorrerem ao seu consultório. A sala de espera
deve ser confortável e de tamanho que permita aos pacientes
sentarem confortavelmente. O pessoal de secretariado deve ter
a visão adequada da sala de espera, para que possa recepcionar
os pacientes, bem como para saber o que está acontecendo
nessa área de espera. Eles também devem ser capazes de preve-
nir quaisquer ocorrências indevidas ou o furto de materiais e/
ou mobiliário na área de espera. Lembre-se de que esta sala é
o primeiro contato que o paciente tem com o seu consultório.
Sua decoração deve refl etir o modo como você exerce a sua
profi ssão. Use uma decoração que seja apropriada para a ativi-
dade e que refl ita a sua personalidade. As salas de exame devem
ser práticas, clínicas, utilizáveis e confortáveis tanto para o
médico quanto para o paciente. Lembre-se de que as primeiras
impressões são criadas em 7 segundos e que você não tem uma
próxima chance, então a primeira impressão do seu consultório
deve transmitir confi ança.
Suprimentos e equipamentos são difícieis de avaliar. Acre-
dito que todos nós precisamos adquirir os suprimentos adequa-
dos para a gestão do consultório. Você não precisa comprar
todo e qualquer equipamento que vir em congressos ou em
exibições, mas precisa ter equipamentos adequados para lidar
com qualquer tipo de emergência. Eu recomendo que todo
consultório possua um kit de emergência para ressuscitamento
cardiopulmonar. Informatize logo o seu consultório, pois é
muito mais fácil exercer a atividade com computadores. Existem
programas de computador sufi cientes voltados especifi camente
para a cirurgia plástica a fi m de facilitar muito a sua vida e de
sua equipe, e em algumas ocasiões sem o uso de papéis.
Orçamento
De quanto dinheiro você precisa para se estabelecer? Mais uma
vez, isso depende do seu estilo pessoal, do quão extravagante
você quer ser e do quanto você quer gastar no exercício da sua
atividade; o meio-termo é sempre a melhor abordagem. Como
afi rmado anteriormente, precisa tomar dinheiro emprestado
para se manter por vários meses, portanto, tem de estabelecer
uma linha de crédito e um relacionamento com o banco. Você
conseguirá um acordo melhor por ser médico? A resposta é
“não”. No passado, os médicos eram clientes bancários favore-
cidos e conseguiam contrair empréstimos com juros baixos em
condições realmente fl exíveis. Não acredito que seja o caso
atualmente. Você obterá uma linha de crédito sabendo muito
bem que o banco espera que você venha a ser um cliente com
investimentos de longo prazo. Quando se adquire um emprés-
timo são exigidas declarações fi scais anteriores e a pro forma,

CapÍtulo 1 Consultório de cirurgia plástica
5
que é a projeção das fontes de receita para o futuro imediato e
a segurança de que você terá uma receita sufi ciente para pagar
o empréstimo ao longo de determinado período de tempo. Ao
mesmo tempo, ela irá projetar os seus honorários para proce-
dimentos cirúrgicos esperados e o volume de receita que acre-
dita obter nos meses seguintes. Também pedirão a sua estimativa
de despesas e uma declaração fi nanceira. Então, lembre-se das
cinco coisas que o banco irá exigir: garantia para o empréstimo,
a sua capacidade de pagar o empréstimo, o seu capital dispo-
nível, o seu caráter e quaisquer condições para o empréstimo.
Resumo
Uma vez que você tenha estabelecido a clínica e aberto o seu
consultório, inicialmente é melhor mantê-lo pequeno se estiver
atuando sozinho. Ao mesmo tempo, se estiver atuando em
grupo, pode ser melhor manter um baixo perfi l profi ssional em
vez de tentar “dominar o mercado”, pois isso pode criar anta-
gonismo entre os seus colegas mais antigos, que acham que
você não passa de um jovem iniciante sem experiência, e
poderão não apoiá-lo em situações difíceis. Mantenha a sua
equipe pequena, boa e confi ável, e certifi que-se de que ela segue
os seus princípios e fi losofi a profi ssionais. Em relação ao seu
equipamento, compre o que você precisa, mantenha o consul-
tório aberto em horário adequado e esteja disponível.
Existem três coisas que fazem um médico ter sucesso: capa-
cidade, acessibilidade e, acima de tudo, disponibilidade. Entre-
tanto, cobre aos pacientes pelos seus serviços. Lembre-se de
que o mais barato pode não ser o melhor. Não trabalhe para
ganhar dinheiro, seja apenas um bom médico e as remunera-
ções fi nanceiras adequadas virão. Não cometa fraudes, não
minta para as seguradoras; quando cobrar, seja honesto em
relação a quem você é e a o que faz e terá uma profi ssão longa
e bem-sucedida. Não faça cirurgias desnecessárias. Seja honesto
com os pacientes e consigo mesmo. Particularmente quando
estiver começando, diga que ainda está aprendendo, mas que
é um cirurgião bem treinado e que consegue lidar com as
complexidades de qualquer procedimento cirúrgico para o
qual foi habilitado. Leia e compreenda todos os contratos de
assistência médica. Não negocie com os seus pacientes e lem-
bre-se de que manter a profi ssão depende de três coisas: repu-
tação, reputação e reputação. A manutenção da clínica dependerá
de encaminhamentos médicos, indicações dos pacientes, área
de especialização, bons resultados e monitoramento constante.
Não crie efeitos de propaganda para atrair pacientes; faça o seu
trabalho bem o sufi ciente para ser um especialista e os pacientes
aparecerão.
A equipe
Autonomia dos funcionários
Sua equipe deve gerar entusiasmo, trabalho em equipe e orgulho
no trabalho, porém com responsabilidade em relação a você e à
sua organização estruturada. O paciente o escolherá para a cirur-
gia se puder acomodá-lo cirúrgica e fi nanceiramente e se gostou
de você e de sua equipe. Esta deve satisfazer as necessidades do
paciente pela personalização ou individualização do atendi-
mento e dos serviços. A equipe deve seguir este credo simples:
1. Faça as pequenas coisas direito.
2. Dê mais de si.
3. Sempre ultrapasse as expectativas dos clientes.
O objetivo da sua equipe é estimular os potenciais pacientes
a se converterem do estágio de poderia para eu quero e de eu quero
para eu vou, e criar um serviço que irá ampliar a sua fatia de
mercado. Portanto, quando se tenta trazer um novo serviço de
cirurgia plástica para a comunidade, as metas são a expansão
do mercado e o aumento da receita.
Desenvolvimento do negócio de serviços de
cirurgia plástica
Você precisa usar táticas comerciais para realizar os objetivos de
expansão da seguinte forma:
1. Desenvolver um novo produto ou serviço (cirurgia plástica).
2. Aumentar ou baixar os preços para tornar o fi nanciamento
mais acessível.
3. Criar uma promoção nova com publicidade ou marketing
interno.
4. Estabelecer um esforço defi nido nas relações com o público
por meio de sua equipe.
5. Desenvolver novos canais de distribuição através da sua
própria variedade de pacientes ou outros serviços (i. e., linha
de produtos de cuidados para a pele).
6. Estabelecer planos e cronogramas para avaliar e acompa-
nhar o serviço.
Portanto, tem de desenvolver análise situacional na qual:
•
Analise as tendências do mercado e a necessidade do serviço
que está sendo introduzido.
•
Determine as necessidades doméstica, local e internacional
do serviço.
•
Estude as implicações das novas tendências (é uma coisa
que vai perdurar ou é apenas algo que vem e passa?).
•
Pese as oportunidades fi nanceiras para esse produto ou
serviço (é um produto ou serviço que apenas você vai for-
necer ou é algo tão disponível que está diluído?).
•
Avalie a concorrência. O que ela está fazendo e como está
comercializando?
•
Determine os riscos do empreendimento.
O serviço tem de ser visível, conveniente e com um projeto
organizacional simples, contando com assistência amigável e
profi ssional. Deve aplicar preço justo, ser coerente e constante.
Lembre-se de que, quando se trata de cirurgia plástica, não é
um produto que você está vendendo, é um serviço técnico
biológico, não retornável e sem garantia, com diversas variáveis.
Além do produto, os outros três “pês” da cirurgia plástica são:
•
Posicionamento, que é dependente da sua reputação.
•
Preço, que nunca foi um fator, já que o consumidor pode
equacionar caro com melhor e barato com inexperiência.
•
Promoção, que é o único elemento que pode ser usado para
expor a cirurgia plástica ao público. Manter uma carreira
depende de três coisas: reputação, reputação e reputação.

Seção 1: Organização do consultório
Cirurgia plástica estética
6
Então, seja atencioso, preocupado e disponível a todo
momento para com os seus pacientes. Você quer ser o cirurgião
plástico que estará na mente do seu potencial cliente quando
ele mudar de eu poderia para eu quero e de eu quero para eu vou.
São necessários cerca de 10 anos para estabelecer uma boa
clínica do tipo eletiva, mas são os bons resultados e a reputação
que o mantêm estabelecido.
Sugestões para uma carreira bem-sucedida
1.
Todos os pacientes devem ser adequadamente cobrados;
eles devem saber exatamente que tipo de serviço estão
obtendo e até mesmo se o serviço é gratuito. Quando você
não cobrar, dê ao paciente uma fatura com o desconto
apropriado, de modo que ele saiba quanto foi descontado
ou não cobrado pelo procedimento operatório.
2.
Trate os pacientes muito bem e seja o seu confi dente e
médico de confi ança, mas não faça os seus amigos; mante-
nha uma distância social da sua clientela. Isso não quer
dizer que os seus amigos não possam ser os seus pacientes,
mas não tente socializar dentro da sua clientela.
3.
Os pacientes irão processá-lo por três motivos: porque eles
não gostam de você, não gostam da conta e não gostam da
cirurgia, ou uma combinação dos três. Então, não fi que
surpreso; acontece com todos nós, apenas documente de
forma adequada.
4.
Não prevarique com os seus pacientes, pois você pode perder
a sua licença e isso certamente não é ético ou moral.
5.
Consultório é como um confessionário: nada jamais é dis-
cutido fora dele por você ou pela sua equipe.
6.
Sua especialidade é cirurgia plástica e reconstrutiva, não a
cirurgia plástica estética, que é apenas parte da sua especia-
lização.
7.
Não se leve a sério demais. Não deixe a vida passar por
você. Ninguém é indispensável, e a cirurgia plástica é o que
você faz para ganhar a vida, não é para o que você vive.
Estilo, conteúdo e comunicação
O que realmente atrai e mantém os pacientes na sua profi ssão
pode não ser apenas a sua perícia como cirurgião, mas a sua
capacidade de se comunicar. Então, ao se comunicar, projete
aceitação, integridade, competência e sinceridade. Em outras
palavras, o paciente tem de gostar da sua pessoa para, no fi m
das contas, confi ar em você para fazer uma cirurgia.
Melhore a sua capacidade de comunicação da seguinte
forma:
1.
Ouça atentamente o paciente.
2.
Faça contato visual com o paciente e sente-se, fi que com os
seus olhos no mesmo nível dos dele ao conversar.
3.
Seja positivo em sua maneira de falar, mas sempre fale a
verdade. Não fi que na defensiva; uma vez fi cando na defen-
siva com um paciente, seja no pré-operatório ou pós-ope-
ratório, você entrará em um ciclo de culpa, hostilidade e
arrogância.
4.
Forneça informações úteis, seja honesto, conciso, positivo,
verdadeiro, confi ável, memorável, porém factual e simples.
5.
Seu comportamento deve ser agradável e sincero; sorria
conveniente e genuinamente para os pacientes.
6.
Tenha um olhar fi xo amigável, aberto, de modo algum
severo e distante.
7.
Interesse-se pelo problema do paciente. Você deve lhe con-
ceder sua absoluta atenção. Não fi que com pressa de ir
embora. Faça-o sentir que, nos poucos minutos em que está
ali, não existem outros interesses.
8.
Sua linguagem corporal deve ser cordial e com o gestual apro-
priado. Nas consultas, sente-se, toque o paciente com preocu-
pação profi ssional, procure sempre manter contato com o
paciente fi sicamente, além de emocional e mentalmente.
9.
Vista-se com asseio e fale calmamente com o paciente em
tom acolhedor distinto e deliberado, em ritmo normal,
usando uma linguagem compreensível. Nunca seja condes-
cendente ou arrogante; lembre-se de que a comunicação é
um ato intelectual de amor.
Parte 2: Marketing e aprimoramento
da clínica
Como comercializo uma clínica estética
O marketing pode melhorar o seu consultório, mas é a reputa-
ção que faz a diferença. Ao gerir a minha carreira, uma das coisas
que eu coloco em primeiro lugar é minha vida familiar pessoal.
Sempre tente se lembrar de que a cirurgia plástica é uma profi s-
são, e não um estilo de vida. Portanto, as coisas devem ser postas
em perspectiva com prioridades defi nidas. Ao mesmo tempo,
você tem de ser você mesmo, e não tentar imitar ou ser qualquer
outro cirurgião plástico. As prioridades são simples: se você está
satisfeito profi ssionalmente, crescendo e estável fi nanceiramente,
fazendo o que gosta de fazer, por que mudar?
Há vários anos, comecei a avaliar a minha carreira – como
havia crescido – e a olhar para os fatores externos e inerentes
que a haviam impulsionado até o ponto em que estava. Desco-
bri diversas coisas: a partir de questionários e grupos de discus-
são entre os pacientes e a equipe, que eu era um médico
bem-apessoado e cuidadoso, conhecido na comunidade de
cirurgia plástica pela reputação, mas que era um pouco rápido
com os pacientes e parecia ter muitas outras coisas em mente, e
realmente precisava gastar mais tempo com os pacientes. Assim,
comecei a formular a minha carreira de forma muito mais
voltada para os pacientes, de modo que eles pudessem obter
mais informações sobre cirurgia plástica estética, não apenas
advindas de mim, mas também da minha equipe. Contratei um
coordenador de pacientes e comecei a avaliar cada um e a acom-
panhar os resultados. Investigamos por que os pacientes estavam
marcando consultas e a quantidade de pacientes marcados versus
a quantidade de novos pacientes que estavam sendo consulta-
dos. Começamos a instruir os pacientes durante a consulta
inicial por um período mais prolongado, fornecendo-lhes muito
mais informações por meio de vídeos e mídia impressa etc. e
começamos a avaliar a clínica trimestralmente.
Tudo isso coloca a clínica em foco, fi cando mais empresa-
rial, efi ciente e mais bem organizada. Minha fi losofi a nunca foi
planejada. Ela simplesmente evoluiu ao longo dos anos como
uma extensão dos meus princípios pessoais.
Minha fi losofi a
1. Identifi car metas profi ssionais e pessoais e continuar em um
nível produtivo.

CapÍtulo 1 Consultório de cirurgia plástica
7
2. Enfatizar os aspectos positivos da carreira.
3. Perceber minhas limitações e ser feliz com o que sou, com
o que realizei e tentar fazer planos para o futuro.
4. Lembrar que “ninguém é indispensável”.
A seção a seguir integra os meus conceitos e fi losofi as pes-
soais para criar uma carreira contínua e bem-sucedida na cirur-
gia plástica.
Por que os pacientes vêm até você?
Principalmente, porque você é novo e está disponível. Você é novo
na clínica privada, e os pacientes podem achar que podem chegar
a um melhor acordo fi nanceiro, e não por causa da sua perícia.
No entanto, os seus serviços cirúrgicos são julgados nos mesmos
padrões de atendimento de qualquer outro cirurgião plástico, não
só na sua comunidade, mas em nível nacional.
•
Indicações. Geralmente, elas vêm de médicos, pacientes,
família, amigos e equipe, mas a maior parte dos pacientes
aparece sem muito conhecimento sobre cirurgia plástica ou
sobre você. Então, faça com que se sintam confortáveis na
sua presença e confi em em você.
•
Não venda cirurgia. O paciente vem até você em busca de
um procedimento, mas não sugira que ele faça outra cirur-
gia apenas porque você precisa adquirir experiência. Ocasio-
nalmente, dois procedimentos operatórios podem ser
realizados juntos, como um implante de mento e uma rino-
plastia ou, em vez de realizar aumento das mamas, o
paciente pode precisar de uma mastopexia; mas não venda
um procedimento operatório que ele não esteja buscando.
Os pacientes precisam sentir que você é honesto, sincero,
verdadeiro e fi dedigno.
•
Seja honesto a respeito de quem você é. Você é novo no
exercício da cirurgia, porém bem treinado, disponível e
competente.
•
Quando atender um paciente de outro médico. Não aceite
paciente de outro médico sem antes telefonar para ele e
descobrir o outro lado da história. É importante entender
que o que um paciente lhe conta a respeito de outro médico
pode não ser toda a verdade.
A consulta inicial
Os pacientes de cirurgia estética se sentem nervosos, culpados e,
às vezes, até que estão tomando o seu tempo perguntando sobre
procedimentos opcionais tolos, quando você poderia estar
fazendo cirurgias mais “importantes”. Normalmente, estão fora
do seu elemento quando conversam com você. A primeira con-
sulta com um cirurgião plástico é sempre a mais difícil de todas.
Deixe-os à vontade.
•
Apresente-se honestamente, quem você é e o que faz. Aborde
o paciente com simplicidade, mas com respeito.
•
Fale para ele sobre a sua experiência ou inexperiência com
cirurgia. Se você for desonesto, ele vai voltar para assom-
brá-lo. Se for a primeira vez que você faz uma operação,
diga ao paciente que é a primeira vez que está realizando
um procedimento operatório como esse, mas depois fale
que você é um cirurgião bem treinado e que se trata de um
procedimento cirúrgico que não deve ser difícil de fazer ou
que haverá alguém com mais experiência para ajudá-lo no
momento da cirurgia.
•
Nunca diga para o paciente não se preocupar, porque ele
estará sempre preocupado e ansioso. Apenas fale honesta-
mente e tranquilize-o.
•
Nunca diga que vai dar tudo certo, porque pode ser que não
dê e que não venha a ser perfeito.
•
Examine o paciente meticulosamente e verbalize-lhe todas
as suas descobertas.
•
Explique o seu plano cirúrgico e diga que se trata apenas de
um plano, e não de um projeto, e que as coisas podem
mudar durante a operação.
•
Informe o paciente minuciosamente e com honestidade
sobre as complicações e problemas comuns que podem
ocorrer e até mesmo discuta as complicações que não são
comuns.
•
Hoje, é importante ser absolutamente completo na sua dis-
cussão com o paciente.
•
Não se deixe convencer a fazer cirurgias que não são
necessárias.
•
Não diga que o dinheiro não é a questão, porque para ele
pode ser. Se as coisas derem errado, é por dinheiro que irão
processá-lo.
•
Não venda ou discuta sobre cirurgias nas situações sociais.
Desestimule as consultas sem perder tempo.
Primeiras impressões:
•
Elas se formam em poucos segundos.
•
Toda a sua carreira e você serão avaliados pelo paciente
segundo a forma como você fala e o que fala, o que sua
equipe diz e como ela e você são percebidos.
•
Bom serviço deixa boas impressões permanentes e mantém
a reputação.
Características do paciente
•
Condutor. Com esse tipo de paciente, tanto a consulta
como a decisão são rápidas. Ele não tem tempo de estar ali
por um longo período, ele quer que algo seja feito imedia-
tamente e que uma decisão seja logo tomada. Geralmente,
a decisão de não se submeter a uma cirurgia é tomada tão
rapidamente quanto a de se submeter a ela. É importante
que você passe algum tempo com esse paciente e o avalie.
Esse tipo de paciente normalmente é o executivo altamente
condutor ou a socialite, que realmente não tem muito tempo
a perder. Você é apenas mais um prestador de serviço para
eles.
•
Conversador. Esse paciente entra no consultório e toma
tempo perguntando diversas questões durante a consulta
inicial. Geralmente, ele tem 10 páginas de perguntas digita-
das para discutir. Você tem de avaliar esse paciente imedia-
tamente quanto às suas necessidades e passar algum tempo
com ele, assegurando que seja realista em suas expectativas,
dentro de um período de consulta razoável.
•
Planejador. Esse quer a sua operação planejada, e normal-
mente decidiu como quer fazer a cirurgia ou como não quer
fazê-la. Ele quer saber se você e a cirurgia se ajustam ao seu
plano.

Seção 1: Organização do consultório
Cirurgia plástica estética
8
•
Pensador. É alguém que faz algumas perguntas, quer que
você tome decisões e não fala muito durante a consulta. Ele
tem pensado a respeito da cirurgia e agora quer pensar sobre
você e considerar o que você tem a dizer. Esse é o paciente
que dirá: “Você é o médico; você me diz do que eu preciso”.
•
Comprador. Visitou outros cirurgiões plásticos e está com-
parando preços, disponibilidade da equipe de cirurgia etc.
Seja você mesmo e não concorra com outros cirurgiões.
Trate-o com cautela, mas sem grandes expectativas.
Manuseio do paciente no pós-operatório
Lembre-se, não acabou até que acabe. Os pacientes são seus
para sempre, ou enquanto estiver em atividade. Você nunca sai
do serviço. Se você perder um paciente ou se ele for para outro
lugar, você o perdeu porque é um paciente infeliz.
O manuseio de um paciente no pós-operatório é tão impor-
tante tecnicamente quanto a cirurgia. Se houver uma complica-
ção ou problema, tranquilize-o afi rmando que “você e ele
passarão por isso juntos”.
Coisas a fazer
1. Troque os curativos, remova as suturas ou permaneça
enquanto alguém de sua equipe o faz ou explique ao
paciente por que não estará lá. Certifi que-se de que o
paciente o veja e sinta que você está preocupado com o seu
tratamento pós-operatório, tanto quanto esteve quando o
levou à sala de cirurgia.
2. Veja o paciente frequentemente, esteja ele precisando ou
não. Ele realmente precisa de apoio no período pós-opera-
tório, pois alguns apresentarão depressão neste período.
3. Seja solidário com qualquer paciente. Responda às suas per-
guntas com honestidade, rápida e minuciosamente. Diver-
sos estão se submetendo a um procedimento cirúrgico pela
primeira vez e, enquanto para você isso pode ser uma situa-
ção pós-operatória rotineira, para eles não é.
4. Seja honesto. Se perceber um problema, explique ao paciente
qual é. Diga-lhe se houver um problema ou uma complica-
ção e explique o seu plano de ação. Lembre-se, “apenas um
pequeno inchaço” pode levá-lo bem longe. Não ponha no
paciente a culpa da complicação. A maioria dos problemas
que resultam entre médicos e pacientes poderia ter sido
resolvida durante o pós-operatório. Esse é um período de
ouro. Eles podem amá-lo ou odiá-lo no período pós-opera-
tório imediato.
O paciente difícil e infeliz
Os pacientes podem ser enquadrados nos seguintes tipos:
•
Paciente exigente. “A cirurgia deve ser realizada quando e
como eu quero. É por isso que estou lhe pagando e, se você
não fi zer da maneira como eu quero, não vou pagar.”
•
Paciente que desculpa. Esse é um paciente que chega se
desculpando o tempo todo por estar aborrecendo, por fazer
você perder seu tempo, enquanto existem inúmeros outros
pacientes para serem vistos e enfermos para cuidar. É um
paciente a quem é necessário dar as mãos. Precisa de apoio
porque é muito inseguro sobre a sua própria situação e, se
você deixá-lo, ele pode fi car paranoico.
•
Paciente sedutor. É aquele que diz: “Ah, ouvi falar muito
de você. Você é o médico mais maravilhoso do mundo”,
mas normalmente está tentando obter um menor preço.
•
Paciente hostil. “Não estou feliz com a minha cirurgia” .
“Não estou feliz com você ou com quanto me cobrou”. Sua
equipe lhe falará a respeito desse paciente porque ele terá
sido muito hostil com ela também em algumas visitas ante-
riores, antes de sê-lo com você.
•
Paciente irritado. É aquele que não está feliz com a cirurgia.
“Não vou pagá-lo” . “Se tentar me cobrar, vou processá-lo”.
Geralmente, alguém disse a ele que a cirurgia foi inade-
quada e malfeita.
•
Paciente negociador. Trata-se daquele que chega e diz:
“Tenho um monte de amigos esperando para fazer uma
cirurgia. Eles querem saber qual será o resultado da minha.
Você não poderia me dar um desconto, por favor?”. Não
negocie; cobre os honorários adequados aos seus serviços.
•
Paciente fraudulento. É aquele que diz: “Não poderíamos
chamar isso de alguma outra coisa e ver se o meu plano de
saúde irá pagar?”.
Lidando com as complicações
Complicações acontecem.
1.
Tente identifi car o paciente de alto risco cirúrgica e emocio-
nalmente.
2.
Deformidade versus preocupação em um paciente. Se a pre-
ocupação for maior do que a deformidade ou se a defor-
midade for muito maior do que a preocupação, você tem
uma situação carregada, e esse paciente necessita de uma
análise da realidade. Você precisa sentar e conversar com
ele a respeito de como exatamente se sente sobre si mesmo,
como se vê e qual é a sua autoimagem. Ele pode ser porta-
dor de transtorno dismórfi co corporal (TDC).
3.
Paciente multicirurgião ou com múltiplas cirurgias. Esse é
um paciente muito difícil. Ele passou por muitos procedi-
mentos operatórios e visitou vários outros cirurgiões. É
imperativo que você fale com cada um dos cirurgiões que
o operaram, obtenha os seus relatórios operatórios e nunca
aceite um paciente que não o deixe falar antes com o médico
que o operou (com o consentimento apropriado). Toda
história tem dois lados, e o médico pode muito bem lhe
dizer o que você precisa saber. Não assuma esse paciente
como um caso problemático. Você nunca vai querer ser o
último de uma longa lista de cirurgias problemáticas.
4.
Se o paciente tiver um problema cirúrgico real ou imaginá-
rio, é importante estar junto dele. Você deve ser a sua âncora,
sua rocha, e fazê-lo perceber que o problema é mínimo e
não requer cirurgia. Do contrário, ele irá para outro lugar.
Seja solidário, positivo, mas honesto.
5.
Fale com a família e com o paciente, e tenha cuidado na
escolha das palavras. Além disso, quando falar com alguma
outra pessoa que não seja o paciente, certifi que-se de ter a
permissão dele. Se não tiver, você pode estar violando a
confi dencialidade da relação médico/paciente.

CapÍtulo 1 Consultório de cirurgia plástica
9
6.
Lide com os problemas do paciente, não com as suas ansie-
dades ou medos. Todas as complicações se resolvem. O que
não se resolve é a sua atitude em relação a elas.
Evite o ciclo culpa/hostilidade/arrogância/hostilidade
contrária!
Se você entrar nesse ciclo com o paciente, realmente perderá
o jogo, porque ele o fará se sentir culpado. Então, você será
hostil em relação à maneira como ele está reagindo ao pro-
blema, sendo arrogante e parando de atender as suas ligações
telefônicas. No fi m das contas, você terá a hostilidade do
paciente, e geralmente isso cria uma situação litigiosa.
Técnicas efi cazes de marketing interno para
a cirurgia plástica
Hoje, a cirurgia plástica é uma das especialidades da medicina
que mais provoca expectativas visuais e de mídia. A credibili-
dade na cirurgia plástica é tênue e difícil de alcançar, mesmo
sem marketing, mas com a quantidade de marketing externo que
vemos hoje, é ainda mais difícil manter qualquer grau de pro-
fi ssionalismo dentro da comunidade médica.
Vamos explorar as técnicas aceitáveis de marketing interno
que podem ser empregadas para promover, efi cientemente, a
cirurgia plástica e até mesmo observar os métodos que têm sido
inefi cazes, contraproducentes e com custo proibitivo. A melhor
estratégia de marketing para um cirurgião plástico é manter a
lealdade do paciente e o conhecimento do mesmo sobre a
cirurgia plástica.
Visão geral
A cirurgia plástica, ao contrário de muitas outras especialidades,
está usufruindo do crescimento e do aumento da demanda por
seus serviços. Desde os anos 1970 até hoje, ocorreu enorme
crescimento nas cirurgias plásticas nacionalmente; no entanto,
a maior concorrência de outros especialistas que as realizam
também está aumentando a uma taxa alarmante. Concorremos
pelos homens e mulheres jovens, abastados, de meia-idade,
com renda extra e dispostos a pagar por procedimentos opcio-
nais de cirurgia plástica.
As faces da concorrência
A concorrência, particularmente na cirurgia plástica estética,
está aumentando. Existe uma quantidade crescente de marke-
ting, direcionada aos pacientes de cirurgia plástica, feita pelos
“marqueteiros” dos hospitais e dos chamados “centros de cirur-
gia estética”. Todos eles usam o marketing de mídia e distribuem
os pacientes entre os seus participantes. Entretanto, esse sofi s-
ticado marketing, supostamente feito para atrair pacientes com
renda alta a média para procedimentos eletivos, pode não ser
tão rentável, devido ao alto custo da promoção, uma vez que
os procedimentos não são pagos por terceiros. Desta forma,
existem grandes despesas que não saem do bolso do paciente,
gerando encargos elevados, porém necessariamente reembolsos
mais baixos para centros ambulatoriais.
Os muitos “programas de marketing” que tentam gerar
pacientes para determinados cirurgiões plásticos ou “cirurgiões
estéticos” por meio de esforços genéricos de marketing diminuí-
ram a qualidade da cirurgia plástica e talvez tenham colocado
em risco a qualidade dos cirurgiões que podem estar fazendo
marketing com uma entidade corporativa.
O que é marketing?
Marketing e publicidade não são termos intercambiáveis. Marke-
ting é um processo de aprendizado, de como são os seus clien-
tes, do que eles precisam e o que esperam da sua organização,
permitindo-lhes assim avaliar essas informações (pesquisa)
para criar normas políticas, serviços e tomar decisões progra-
máticas (planejamento), a fi m de implementar novas normas,
serviços e programas. Então, o retorno é necessário (testar,
monitorar) para permitir que os seus clientes (pacientes) saibam
que você correspondeu às suas necessidades e preocupações
(comunicações). A satisfação do cliente é o objetivo fi nal de
qualquer programa de marketing. O marketing é a alma do
comércio. É um princípio fundamental da atividade comercial,
e se tornou uma modalidade reconhecida no sistema de saúde
nos Estados Unidos.
Defi nição dos termos em marketing
Basicamente, o marketing é uma atividade que coloca o elabo-
rador (médico) de um produto (serviço médico, cirúrgico ou
diverso) em uma relação mutuamente benéfi ca com o potencial
cliente (paciente) desse produto. Tradicionalmente, o conceito
de marketing aborda os quatro “pês”:
1. Produto ou serviço que será vendido.
2. Posicionamento do produto no mercado.
3. Preço ou custo do produto ou serviço.
4. Promoção do produto.
Vamos nos ater ao último elemento, a maneira adequada,
ética e fi nanceiramente efi ciente de promover os nossos produ-
tos, que são serviços de cirurgia plástica.
Marketing externo e propaganda
Como a propaganda combina criatividade com estratégia de
marketing, ela tenta obter os melhores resultados para cada quantia
investida. A propaganda paga, naturalmente, permite que se con-
trole o posicionamento oportuno da mensagem e o seu conteúdo,
com planejamento e exposição cuidadosos, com a preocupação
de gerar conhecimento e, no fi m das contas, aumentar o fl uxo de
pacientes para o consultório de um médico. Com uma boa cam-
panha publicitária, o cirurgião plástico pode realizar um bem-
sucedido programa de relações públicas para criar qualidade,
educar, gerar interesse e aumentar a sua reputação.
Infelizmente, um programa criativo de propaganda e marke-
ting como esse, a partir de uma abordagem externa, custa muito
dinheiro. Isso não funciona tão bem quanto as empresas de
marketing na área médica nos levam a acreditar. Os cirurgiões
plásticos que abordaram as suas estratégias de marketing por
meio da propaganda agressiva na mídia descobriram que o seu
custo se torna quase proibitivo e que o retorno fi nanceiro pode
acabar não gerando o lucro fi nal esperado. Embora a propa-
ganda pública possa fazer parte de um programa de marketing
geral, certamente não pode ser o único meio de atrair os pacien-

Seção 1: Organização do consultório
Cirurgia plástica estética
10
tes que desejamos atender na nossa clínica. A questão é: seria
mais fácil para o cirurgião plástico atrair potenciais pacientes
apenas por meio da propaganda ou seria mais efi caz atrair e
reter novos pacientes, da própria clínica e por indicações de
outros médicos, usando outras técnicas de marketing?
Marketing interno
O custo da promoção a fi m de atrair novos pacientes para o
consultório pode ser signifi cativamente reduzido se forem
implantados e efi cientemente utilizados os programas de marke-
ting interno. Simplifi cando, o que se faz é nomear pacientes,
amigos, parentes e médicos para indicar o seu consultório.
Portanto, no marketing interno, é importante ter uma base
enorme e crescente de pacientes que estarão interessados em
procedimentos cirúrgicos eletivos e que, ao mesmo tempo,
abordem grupos fora do seu círculo profi ssional, por meio de
algumas técnicas de marketing externo, com custo compensador
e efi caz, e que não seja a publicidade em mídia de massa.
Portanto, você deve avaliar o seu consultório:
•
Descubra se o seu consultório usufrui de uma fatia de
mercado justa dos pacientes existentes.
•
Identifi que os potenciais consumidores mais promissores
dos serviços de cirurgia plástica eletiva para o seu consultó-
rio e crie novos setores nos quais os pacientes possam ser
atendidos (cirurgia plástica estética, serviço de cirurgia plás-
tica pediátrica, ambulatorial, tratamentos cutâneos etc.).
•
Existem novos procedimentos cirúrgicos que você pode
aprender e colocar em prática, de modo que o seu consultó-
rio tenha um arsenal cada vez maior de procedimentos para
a sua clientela (microcirurgia, cirurgia craniofacial, cirurgia
da mão)?
As etapas básicas do desenvolvimento de um plano e uma
estratégia são:
•
Fiscalize a sua clínica.
•
Descubra quais são os seus pontos fortes e fracos.
•
Defi na o serviço que está fornecendo.
•
Descubra quem mais você poderia empregar para fornecê-lo.
•
Acompanhe a concorrência e descubra o que ela faz correta-
mente, o que faz errado, quem são e por que você é melhor
ou pior.
Examine quais esforços promocionais você fez no passado.
Se não fez nenhum, comece a desenvolver alguns dentro da sua
prática. Você tem de criar um programa que vá melhorar a sua
imagem como cirurgião plástico ético e profi ssional e manter
uma atmosfera profi ssional para a qual os pacientes serão atraí-
dos. O ponto de partida é que você tem de ser capaz de produ-
zir, e o produto são os bons resultados na cirurgia plástica. Você
pode embalar a sua imagem do jeito que quiser, mas se não
conseguir produzir um resultado fi nal de cirurgia plástica com
boa qualidade ética, não sobreviverá, não importa quanto
marketing você crie. Lembre-se: reputação é a chave.
Coisas que você pode fazer imediatamente
para melhorar a sua prática
Equipe bem treinada
A melhor ferramenta de marketing interno é uma equipe bem
treinada. A pessoa da equipe que atende o telefone cria a pri-
meira impressão com os pacientes interessados. Tão óbvio
quanto isso pareça, reparei que muitos médicos provavelmente
não têm consciência de como as ligações estão sendo atendidas.
Os pacientes devem sentir, desde a primeira ligação telefônica,
que as suas necessidades são a sua preocupação mais impor-
tante. Eles também devem perceber que a sua agenda de com-
promissos e outros aspectos da gestão do consultório são
manipulados de maneira altamente efi ciente. Essas impressões
podem ser facilmente transmitidas se a pessoa que atende o
telefone usar a linguagem adequada e um tom de voz agradável.
Faço um alerta contra o uso de um serviço de respostas ou uma
máquina durante o horário comercial, incluindo o horário de
almoço; entretanto, se o fi zer, certifi que-se de que o serviço está
sendo orientado de maneira apropriada para lidar com as cha-
madas telefônicas e de que ele identifi ca o seu consultório, e
não diga apenas “consultório médico”. Tenha um ser humano
atendendo o telefone, e não uma máquina.
Primeira consulta
A etapa seguinte para criar uma impressão positiva é a primeira
consulta. A decoração do consultório deve ser coerente com a
sua atividade e confortavelmente atraente. Evite a ostentação,
já que isso pode gerar um efeito psicológico negativo nos
pacientes, que podem supor automaticamente que não serão
capazes de arcar com o seu custo.
Fluxo de pacientes
O fl uxo de pacientes no consultório deve ser agradável; tente
manter as consultas com os potenciais clientes bem separadas
dos clientes no pós-operatório. Todos nós já tivemos aqueles
pacientes ocasionais que querem discutir sobre honorários ou
fazer outras reclamações; por menores que sejam, certamente
são desconcertantes para os novos pacientes. Lembre-se de que
os pacientes querem que o consultório do seu médico seja bem-
organizado, por razões psicológicas e também práticas. Afi nal,
se o consultório for caótico, a sua sala de cirurgia não poderá
ser igualmente bagunçada? Você não quer passar esse tipo de
impressão para o paciente.
Provavelmente, a melhor coisa que já fi z na minha carreira
foi contratar uma coordenadora de pacientes. Tipicamente, ela
se encontra com o paciente antes ou após a sua consulta. Mostra
aos pacientes vídeos, fotos ou imagens de computador relativas
ao procedimento de interesse, discute a história do paciente, as
expectativas, responde a perguntas, tranquiliza-o. Ela também
ajuda o médico a compilar um perfi l do paciente, mais completo
do que seria possível por meio de uma consulta tipicamente
com restrições de tempo. É vital que todos os membros da
equipe que lidam com os pacientes sejam coerentes em suas
abordagens; assegure-se de tê-los preparado adequadamente por
meio de um programa de treinamento de equipe abrangente.
Você deseja que a sua equipe expresse a sua fi losofi a, os seus
planos e procedimentos, e não as ideias pessoais dela.
Pequenos contatos
Os pequenos contatos são importantes. Nenhum paciente visita
o seu consultório sem receber um e-mail de agradecimento no
dia seguinte. Também logramos nosso intento enviando agra-
decimentos aos pacientes indicados por médicos. Mantenha
contato com os pacientes antigos, mesmo que seja o envio, uma

CapÍtulo 1 Consultório de cirurgia plástica
11
vez por ano, de um folheto informativo, uma comunicação
sobre o consultório ou um questionário sobre o próprio
paciente. As pessoas gostam de receber informações sobre novas
técnicas de cirurgia plástica estética ou de se atualizar sobre as
mudanças na sua área de atividade. Se você enviar qualquer tipo
de literatura, invista tempo e dinheiro para torná-la atraente.
Um informativo ou folheto maldelineados não trarão resulta-
dos positivos para o seu consultório.
Acompanhe os pacientes mediante um sistema computado-
rizado para tornar as malas-diretas periódicas uma tarefa relati-
vamente fácil. Mensalmente, acompanhe os potenciais pacientes
cirúrgicos em relação aos novos pacientes consultados. Pelo
menos uma ou duas vezes ao ano, compile e verifi que essa pro-
porção. Se a proporção representar menos de 50% dos pacientes
novos realmente marcando cirurgia, tente descobrir o que está
acontecendo com o restante dos interessados. Consulte os seus
registros em busca de pistas. Essa consulta tem chance de sugerir
mudanças que você pode fazer na gestão da sua clínica e no seu
estilo pessoal e/ou na forma como a sua equipe aborda os
pacientes. Use as relações públicas pessoais em vez da propaganda
para melhorar a sua imagem na comunidade. Isso manterá baixos
os seus custos promocionais. Ofereça seminários sobre cirurgia
plástica estética ou planeje uma recepção no seu consultório. Espe-
cialmente, se você tiver um centro cirúrgico no consultório, prepare
a sua equipe adequadamente para esses tipos de interação profi s-
sional ou social dentro ou fora do seu consultório.
Contato pessoal
Seja pessoal em qualquer contato com o paciente. Pelo contato
visual e um leve toque, mostre ao paciente que ele tem o seu
respeito. Anote os seus dados pessoais e aqueles que o paciente
menciona, como um novo emprego, as férias que estão por vir,
o casamento de um fi lho ou fi lha etc. Da próxima vez que o
encontrar, pergunte como é o novo emprego ou como foram as
férias. Ele fi cará assombrado com a sua memória, e essas per-
guntas ajudarão a transmitir interesse genuíno e a manter a sua
preocupação com o paciente. É esse tipo de profi ssionalismo
amigável que ganha a confi ança e mostra que você é um médico
cuidadoso.
Feliz e informado
Lembre-se: a sua audiência mais receptiva são os seus pacientes.
Mantenha-os felizes e informados. Um paciente feliz falará
sobre você, em média, a três ou quatro outros potenciais clien-
tes, mas um paciente infeliz espalhará más notícias para 20 ou
mais pessoas. Não se esqueça de que uma reputação profi ssio-
nal ética é fundamental.
Etapas na criação de um programa de
marketing interno
Introdução
Ao estruturar o aprimoramento da prática, você deve:
1. Avaliar as necessidades do seu consultório.
2. Planejar um orçamento.
3. Olhar criticamente para o seu consultório.
4. Olhar para fora do seu consultório.
5. Planejar e delinear um programa que se encaixe com você
pessoalmente.
Vejamos essas áreas individualmente:
1. Avalie o seu consultório
A. Você está satisfeito?
B. Você é viável fi nanceiramente?
C. Você tem uma boa variedade de pacientes?
D. Você está crescendo?
E. Aonde você quer chegar com o seu consultório?
Se a resposta for “sim” para as questões A a D, você não
precisa avançar mais, mas se a resposta for “não” para qualquer
uma delas, você precisa seguir com um programa de marketing
personalizado que se encaixe na sua imagem pessoal.
2. Planeje um orçamento
A. 10% a 15% de receita para começar.
B. 5% a 7% de receita para expandir.
C. 7% a 10% de receita para novos empreendimentos.
D. 3% a 5% de receita para continuar como está, depois de ter
estabelecido um programa.
Essas porcentagens são estimativas; faça um orçamento com
o qual possa arcar.
3. Olhe criticamente para o seu consultório
A. Quem são os seus pacientes?
B. Quais são as suas referências?
C. Qual é a qualidade da sua equipe?
D. Qual é a sua imagem?
Esse é um teste real da sua capacidade para avaliar com
honestidade a sua carreira atual, de modo que você possa
abordar as áreas do seu consultório que precisam de ajustes.
4. Olhe ao redor do seu consultório
A. Quem são os seus concorrentes?
B. Qual é a sua localização?
C. Você precisa se promover?
D. Como o seu desempenho se compara com os demais na sua
comunidade?
O ponto de partida para a estruturação é o programa de
aprimoramento da prática; depois de estabelecer um programa
como esse é importante que você avalie e monitore trimestral-
mente as fi nanças do seu consultório. Você só deve comprometer
os recursos fi nanceiros que puder gastar em qualquer programa.
São necessários seis a 12 meses para que os resultados apareçam
em qualquer programa de marketing. Os resultados nunca são
diretos, mas mostrarão o número de pacientes que você consulta,
a rotatividade de novos pacientes para cirurgias e, obviamente,
os seus lucros e perdas. Você pode fazer por si mesmo, com um
mínimo de ajuda externa, pois conhece o seu consultório e cirur-
gia plástica melhor do que qualquer outra pessoa. Limite-se a
passar um tempo examinando o seu próprio consultório. Lem-
bre-se de que a propaganda é um vício: depois que começa, não

Seção 1: Organização do consultório
Cirurgia plástica estética
12
se consegue parar porque pode ser a fonte de novos pacientes.
Enfi m, não deixe que os custos fi xos o enterrem!
Plano estratégico
Introdução
Um plano estratégico não passa de planos futuros baseados em
ideias progressivas, calcadas solidamente em fatos concretos e
conceitos. Lembre-se de que, embora você não possa prever o
futuro, todos os conceitos e ideias novas provêm do sonho de
alguém em relação ao que essa pessoa gostaria de fazer ou ser.
Temos de ver onde nos situamos hoje e onde gostaríamos de
estar de forma realista no futuro. Acreditamos que, com o pla-
nejamento organizado, realizaremos os passos certos e faremos
todas as coisas certas para alcançar os conceitos propostos.
Mas, para alcançar um plano estratégico, temos de sentar e
formular um conceito global, e determinadas questões preci-
sam ser respondidas antes da formulação desse plano.
8. Organize um folheto informativo. (Pode não dar resultado
direto, é muito caro e às vezes exagerado.)
9. Elabore cartas, cartões e notas de agradecimento ao paciente.
10. Prepare cartas de acompanhamento do paciente.
11. Confeccione programas representativos da cirurgia plástica
para os grupos de potenciais pacientes dentro e fora do
complexo do seu consultório.
12. Propaganda em catálogos. (É apenas mais uma propaganda
nos catálogos – a não ser que você seja o primeiro, p. ex.,
AAAA Cirurgia Plástica.)
13. Tenha um programa de coordenação de pacientes no consul-
tório.
14. Use o diretor de marketing do hospital para comercializar a
cirurgia plástica.
15. Faça propaganda na mídia direta.
16. Possua um sistema de acompanhamento de pacientes.
17. Avalie os custos de qualquer programa versus o lucro fi nal.
18. Abandone qualquer programa se os resultados não justifi -
carem os gastos.
Fase II
1. Série de folhetos informativos, isto é, instruções pré e pós-
operatórias de todos os procedimentos.
2. Livro de propósito geral personalizado sobre cirurgia plás-
tica ou estética.
3. Brochura elegante sobre o seu consultório.
4. Vídeos personalizados sobre os procedimentos.
5. Consentimento personalizado e brochuras.
6. Site da Web (importante).
7. Cirurgia ambulatorial.
8. Instalação para cuidados pós-operatórios estendidos.
Fase III
1. Portas abertas para pacientes, público e médicos.
2. Contratos com programas de assistência médica adminis-
trada.
3. Financiamento para os procedimentos cirúrgicos não
cobertos.
4. Para as fontes de indicação, ofereça mais de uma carta de
agradecimento ou um presente de Natal:
a. para os pacientes, ofereça descontos;
b. para os médicos, ofereça descontos para os pacientes
deles e/ou consultas gratuitas.
5. Presentes para os pacientes, isto é, fl ores, camisas, lenços,
calendários de bolso, cosméticos etc.
6. Amenidades: massagem facial, corporal, um dia de luxo.
7. Cuidados para a pele/spa ou serviços usando cosméticos
com a sua marca (loções, cremes antirrugas etc. – investi-
mento caro).
Conclusão
O marketing é como uma árvore. Ele deve ser plantado, enraizar,
crescer e ser podado antes da época esperada para frutifi car.
Antes de começar qualquer programa de marketing, faça uma
análise completa do ponto em que você está em relação ao
Questões
1. O que você quer fazer? (MISSÃO)
2. Como você está hoje? (ESTADO ATUAL)
3. O que você quer ser? (VISÃO/ESTADO FUTURO)
4. O que você tem para fazer? (ÁREA DE FOCO)
5. Como você pode chegar lá? (ESTRATÉGIAS)
6. Como saber se está fazendo as coisas certas?
(ACOMPANHAMENTO)
Depois, crie um projeto global passo a passo para organizar
as etapas ao colocar qualquer programa em prática.
Visão geral
Etapa I: Projetar a organização. (Decida aonde quer chegar com
o seu consultório.)
Etapa II: Coletar informações.
Etapa III: Avaliação situacional. (O que você precisa modifi car
para atingir esses objetivos?)
Etapa IV: Desenvolvimento da estratégia. (Adote uma aborda-
gem razoável que tenha a ver com você.)
Etapa V: Implementação. (Crie um local com a assistência pro-
fi ssional necessária.)
Diferentes planos para a implementação
Fase I
1.
Avalie o seu consultório.
2.
Analise a sua população de pacientes.
3.
Avalie o seu mix cirúrgico.
4.
Crie uma identidade visual (logomarca).
5.
Simplifi que o atendimento ao paciente no seu consultório.
6.
Discuta com a sua equipe a nova abordagem ao paciente.
7.
Elabore informativos ou use-os com mais efi ciência.

CapÍtulo 1 Consultório de cirurgia plástica
13
ponto onde você deseja estar. Olhe para os seus objetivos ao
longo da vida e avalie os pontos fortes e fracos, não só na sua
carreira, mas também na sua vida pessoal, e descubra se o
marketing é algo com que você se sente confortável, com que
possa conviver e que irá se encaixar em suas estratégias fi nan-
ceiras globais. Para ser bem-sucedido, você tem de comunicar
efi cientemente a sua capacidade de satisfazer as necessidades
dos pacientes, bem como as suas necessidades. Você tem de
escolher os tipos de comunicação alinhados com o seu próprio
nível de conforto e seguir as atividades que achar apropriadas
para você como cirurgião e como indivíduo.
Leitura complementar
Albrecht K , Zemks R . Service American – doing business in the
new economy . Homewood, IL : Dow Jones-Irwin , 1989
Antin HB , Antin A . Secrets from the lost art of marketing . New
Orleans: The Antin Marketing Group , 1992
Baum N. Marketing your clinical practice. Gaithersburg, MD, 1992
Beckaham JD . Marketing your practice – a practical guide for
physicians . Arlington Heights, IL : Health Market, Inc . , 1993
Brown S , Nelson AM , Branhesh S , Wood S . Patient satisfaction
pays . Gaithersburg , MD: Aspen Publications , 1995
Brown SW , Morley AP . Marketing strategies for physicians. A guide
to practice growth . Oradell, NJ : Medical Economics Books ,
1996
Colon GA , Church JM . Offi ce surgery – old concept modernized .
J Louisiana State Med Soc 1982 ; 134 ( 5): 7 – 9 .
Colon GA . Offi ce surgery. Current Therapy in Plastic and
Reconstructive Surgery . J Louisiana State Med Soc
1988 ; 416 – 419 .
Hillestad SG, Berkowitz E. Health care marketing plans: from
strategy to action. Homewood, IL: Dow Jones-Irwin.
Jewell M , Jewell M . Practice management . Newport Beach, CA :
ASAPS , 1998 .
LeBoeuf M . How to get and keep the customer for life . New York :
Putnam , 1997
McCormack M . What they Don ’t Teach Your at the Harvard
Business School . New York, NY : Bantam Books , 1997 .
Naisbitt J . Megatrends – ten new directions transforming our lives .
New York, NY : Warner Books , 1997 .
Nelson AM, Wood S, Brown S, Branhesh S. Improving patient
satisfaction. Gaithersburg, MD: Aspen Publications.
Offi ce management and practice management . Chicago, IL : ASPRS ,
1987 .
Poppe F. 50 Rules to keep a client happy . New York : Harper and
Row , 1988 .
Portnoy S , Stromberg E , et al . Acquiring and enhancing
physician ’s practices . New York : American Hospital Publishing ,
1993 .
Practice development for residents . Chicago, IL : ASPRS , 1992 .
Quick J. A short book on the subject of speaking. New York, NY:
McGraw Hill.
Ramirez LD , Lowder JD , Lowder BL . Practice growth through
effective patient relations (proven techniques for plastic
surgeons to increase cosmetic surgery) . Salt Lake City, UT :
Medical Marketing Service, Inc . , 1999 .
Sachs L. Do-it-yourself marketing for the professional practice.
Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall.
Starr P. The social transformation of American medicine . New York,
NY : Basic Books , 1985 .

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2
C A P Í T U L O
Documentação fotográfi ca no
paciente estético
Val Lambros
O mundo está repleto de formas: objetos, pessoas e outras
coisas que visualizamos, identifi camos, usufruímos, defi nimos,
interagimos e julgamos. Quando olhamos para elas, não
estamos vendo as coisas em si, mas como elas se inter-relacio-
nam com a luz pela qual são vistas.
A palavra “fotografi a” signifi ca “escrita de luz”. Há um velho
ditado que diz: “Uma imagem vale mais do que mil palavras”.
Isso simplesmente não é verdade. Uma imagem contém mais e
diferentes informações do que as palavras possivelmente pode-
riam expressar. O objetivo da fotografi a clínica é observar as
condições do corpo, registrá-las e armazenar as mudanças que
acontecem com elas. Esses registros podem ser feitos por inúme-
ras razões, mas para um cirurgião plástico o objetivo em geral é
identifi car condições preexistentes, modifi cá-las e observar como
essas modifi cações funcionaram. As imagens possuem valor
inestimável no registro de atendimento do paciente, tanto para
o cirurgião quanto para o próprio paciente. São feitas referências
a essas imagens em cada consulta do paciente. Elas podem
demonstrar as etapas do triunfo cirúrgico ou, na pior das hipó-
teses, proporcionar uma defesa em um tribunal de justiça.
O corpo exibe curvaturas e formas altamente complexas.
Embora não sejamos psicólogos perceptivos, fi camos impressio-
nados como a memória visual pode ser seletiva, limitada e eva-
nescente. É comum na nossa profi ssão ouvir um paciente dizer
que determinada ruga “simplesmente apareceu”, quando geral-
mente as rugas levam anos para surgir. Observamos isso em nosso
próprio espelho. Muitos pacientes, insistindo que conhecem cada
poro de sua face, por exemplo, fi carão surpresos quando um
grande detalhe lhes for destacado. Com uma rapidez surpreen-
dente, às vezes após dias de uma operação, os pacientes esquecem
qual era a sua aparência inicial. Frequentemente, a memória
visual do cirurgião não é muito melhor.
O foco analítico do cirurgião pode estar em determinada
estrutura, enquanto não repara em área adjacente a 1 centímetro
de distância, e determinada estrutura ou confi guração pode existir
antes do tratamento e não ser observada tempos depois. Esta
última situação é frustrante para o paciente e o cirurgião, já que
o paciente se convence de que há um “novo” problema resultante
da cirurgia. O cirurgião não pode provar o contrário sem um bom
registro visual. De modo similar, áreas remotas em relação à
cirurgia executada podem ser problemáticas, e sem fotografi as não
há uma boa maneira de analisá-las.
Os motivos da documentação fotográfi ca são simples.
Devemos ser capazes de observar as condições existentes em uma
cópia ou tela e vê-las da mesma maneira em algum momento no
futuro. As imagens devem ser coerentes ao longo do tempo no
que diz respeito a iluminação e posição. Embora simples em
conceito, são coisas difíceis de se conseguir na prática.
A fotografi a digital avançou rapidamente para se tornar a
principal ferramenta utilizada pelos cirurgiões plásticos na docu-
mentação clínica. A imagem digital é mais barata, mais fl exível e
mais fácil de arquivar do que o fi lme, embora as cópias de segu-
rança sejam uma questão importante. A resolução das imagens
continua a melhorar. Nos primórdios da evolução da fotografi a
digital, as câmeras do tipo apontar e disparar eram populares; no
entanto, a qualidade da imagem com lentes de aproximação
pequenas e os pequenos sensores de imagem deixavam muito a
desejar.1
A cirurgia plástica requer esforço profi ssional com altos padrões
para a manutenção dos registros. Preferimos usar as single lens refl ex
cameras (SLR), que se valem de lentes intercambiáveis com fl ashes
mais sofi sticados. Embora uma explicação detalhada de sensores
CCD, dimensões de pixel e tamanho da impressão e dos pontos
impressos esteja além do escopo deste capítulo, observamos que,
para fi ns práticos, a resolução horizontal (quantidade de pixels na
largura de determinada imagem) vezes a resolução vertical (a
mesma coisa, só que na altura) determinará o tamanho em pixels
da imagem, medido geralmente em megapixels. A maioria das
impressoras comerciais imprime em qualidade fotográfi ca a 300
pixels por polegada. Desta forma, uma câmera que tenha resolução
de 8 megapixels será capaz de gerar uma imagem impressa com
cerca de 8 × 10 polegadas. As impressões com dimensões maiores
podem ser feitas com alguma diminuição da qualidade. Acredita-
mos que a faixa de 4 a 5 megapixels seja o mínimo razoável para
aplicações profi ssionais.
O uso da tecnologia digital permite que seja obtida grande
quantidade de imagens, geralmente sem aumento nos custos.
Enquanto este livro era redigido, o custo da memória de armazena-
mento despencou, tornando o armazenamento e as cópias de segu-
rança muito mais em conta do que alguns anos atrás. As imagens
dos pacientes podem ser armazenadas em programas especializa-
dos, que proporcionam o arquivamento com outras funções. Como
exemplo existe o Mirror System da Canfi eld Scientifi c.
Iluminação
A fotografi a digital é uma continuação da fotografi a tradicional,
e as regras de exposição, iluminação e composição são as
mesmas dos últimos 170 anos.
15
Seção 1: Organização do consultório
Consulte
para ver as atualizações deste capítulo
(em inglês)
p

Seção 1: Organização do consultório
Cirurgia plástica estética
16
A exploração de luz, sombra, forma e posição tem sido um
dos trunfos da arte ocidental. Pessoas altamente talentosas
dedicaram a carreira a entender essas relações, e existe literatura
considerável sobre fotografi a com essa fi nalidade. Ao contrário
do retrato, onde a intenção é capturar um rosto ou corpo de
forma elogiosa, ou revelar uma verdade essencial sobre alguém
ou algo, os objetivos da fotografi a médica não são artísticos.
Eles devem ser uma designação incessantemente honesta
daquilo que se apresenta. É uma transcrição visual.2
O que defi ne os traços faciais e corpóreos no mundo do dia
a dia é a luz na qual alguém os vê ou, mais apropriadamente,
a interação entre luz e sombras que os defi ne visualmente. A
luz tangencial exibe rugas, contornos e formas de maneira
muito diferente da luz direta anterior ou da luz suave “envol-
vente”, que altera e minimiza esses detalhes (Fig. 2.1).
Um problema recorrente na iluminação das imagens dos
pacientes é que certos detalhes e contornos são eliminados ou
aplainados de tal forma pela luz que não são visíveis. A celulite
no corpo ou certas rugas faciais frequentemente não são vistas
na luz anterior (fl ash), mas são extremamente aparentes na luz
vertical diária.
Em geral, as irregularidades na pele são mais bem observa-
das na luz tangencial. Formas como mamas ou contornos do
corpo são mais bem visualizadas na luz ligeiramente sombrea da.
Luzes diferentes mostram coisas diferentes, e não existe uma
luz única que mostra tudo, então os compromissos têm de ser
feitos. Quanto mais atraente determinada confi guração de ilu-
minação faça uma pessoa parecer, mais provavelmente ela
exibirá número menor de problemas na pele e na forma, o que
é do interesse de pacientes e cirurgiões.
Esquemas de iluminação
Foram desenvolvidos muitos esquemas de iluminação para a
cirurgia plástica. Eles variam dos fl ashes na própria câmera, de
distintas complexidades, a luzes externas em confi gurações dife-
rentes. A iluminação de retrato normalmente é assimétrica, isto
é, os lados do rosto e do corpo são iluminados diferentemente,
com fi nalidade de interpretação do assunto.2 Em geral, a ilumi-
nação para fi ns de documentação cirúrgica deve ser simétrica. Se
o tempo, o espaço e o temperamento do cirurgião permitirem,
optamos em usar um par de sombrinhas prateadas idênticas,
montadas em uma altura superior ao nível dos olhos do paciente.
Essa luz é um pouco complacente, mas mostra detalhes razoá-
veis da pele, e, se a deslocarmos para cima ou para baixo, pode-
remos observar maiores níveis de detalhe da pele. A desvantagem
dessa iluminação é que ela lança sombras na dobra nasolabial
(DNL) e tende a superexpor os canais lacrimais (Fig. 2.1).
Fig. 2.1 À esquerda, a paciente é iluminada com um fl ash destacável acoplado à câmera; à direita, um aspecto utilizando duas sombrinhas. São
duas fontes de luz comumente utilizadas. O fl ash acoplado à câmera produz uma luz mais áspera, e os lados da face não estão bem delineados.
Porém, os canais lacrimais estão mais bem visualizados. Deve-se, neste caso, tomar cuidado para não subexpor ligeiramente as imagens. Com a
superexposição, ambas as imagens não fi cariam reais e sem sombras cutâneas.

Capítulo 2 Documentação fotográfi ca no paciente estético
17
Contudo, esse esquema de iluminação é versátil e tem
alcance sufi ciente para mostrar os contornos corporais também.
Mesmo sem um estúdio fotográfi co adequado, as pequenas
unidades acessórias de fl ash com difusores podem ser acopladas
à parede. A luz vertical permite captura mais precisa da pele do
corpo, podendo ser elevada ou rebatida no teto para mostrar as
irregularidades da pele nas fotos do corpo. As caixas de luz
podem ser utilizadas, embora achemos essa luz excessivamente
difusa. Todas essas fontes de luz têm sido utilizadas com sucesso
em diferentes consultórios e todas têm seus adeptos. Os exem-
plos clínicos que são aqui apresentados utilizaram a iluminação
com duas sombrinhas.1
As alternativas apresentadas para fi ns do presente capítulo
são necessárias, já que muitos cirurgiões não têm espaço e
inclinação para confi gurar luzes externas, e a maioria utiliza
câmeras com fl ash.
Preferimos o uso de um fl ash separado. Essa confi guração
separa o fl ash das lentes a uma distância sufi ciente para acres-
centar qualidade tangencial de luz (o fl ash embutido em muitas
câmeras digitais é tão próximo do eixo da lente, que a luz é
aplainada e os detalhes no centro do quadro tendem a ser
eliminados).
Se girarmos a câmera verticalmente, a luz irá se esvanecer
ligeiramente no lado oposto ao aspecto em relação ao fl ash. Isso
não é necessariamente um problema, embora os detalhes na
área sombreada possam ser perdidos. Quando se usa a orienta-
ção vertical da câmera e do fl ash, é importante ter o fl ash apon-
tado anteriormente, isto é, em uma vista oblíqua ou lateral. O
fl ash deve estar no lado da face para o qual o nariz está apon-
tando; de outro modo será lançada uma sombra na face.
Um pequeno difusor no fl ash pode remover um pouco da
aspereza e do contraste desse tipo de luz. Como em todos os
aspectos práticos, algum treinamento é necessário. A reprodu-
tibilidade da iluminação é fácil com esse método. Todas as fotos
são tiradas da mesma maneira. Embora esse estilo de ilumina-
ção não proporcione necessariamente as imagens mais bonitas,
ele pode ser altamente preciso (ver as fi guras).
Outros sistemas de iluminação na câmera estão disponíveis
e são úteis para aplicações especializadas.3 Não achamos que
um anel de luz seja muito útil para a fotografi a científi ca das
partes do corpo, a não ser para fotos em detalhe da própria pele.
A luz que ele lança é coaxial, com a lente da câmera, e é plana
e sem sombras no objeto. Esses atributos fazem do anel de luz
útil em fotografi as de moda, mas ele oculta diversos contornos
relevantes da pele para ser recomendado para fotografi as cien-
tífi cas, a não ser para iluminar profundamente as cavidades,
debaixo de retalhos ou por motivos dermatológicos.
Ocorrem mudanças de perspectiva quando um objeto tridi-
mensional é retratado em duas dimensões. Na cirurgia plástica,
o exemplo clássico é o rosto capturado em quadro cheio com
uma lente grande-angular (a distância do objeto para a câmera
é curta) e com uma lente mais longa (a distância da câmera
para o objeto é maior). No primeiro caso, a parte central mais
próxima do rosto parece formar um bojo e as orelhas parecem
recuadas. No segundo caso, o rosto parecerá mais plano, o nariz
fi cará menor e as orelhas aumentarão (Fig. 2.2). Esse efeito é
comumente atribuído às lentes, mas é na realidade puramente
uma função da distância da câmera para a lente. Para o corpo
e o rosto, uma distância de 1,2-1,8 m é adequada. Usamos uma
lente de 105 mm (ou equivalente a 105 mm na maioria das
câmeras digitais) a uma distância em torno de 1,5 m para o
rosto e uma lente de 50 mm (ou equivalente) para a documen-
tação do corpo.4
Apesar de a medição altamente sofi sticada estar disponível
nas câmeras modernas e ser comumente utilizada, para fi ns de
iluminação em uma sala conhecida, a uma distância conhecida,
somos a favor do uso de exposições manuais. A luz e a veloci-
dade de disparo são sempre as mesmas e as distâncias são
constantes. Acreditamos que seja necessário um f-stop de pelo
menos 11-16 para obter profundidade de campo sufi ciente para
garantir que o fundo e a frente do objeto estejam em foco. Para
imagens da face focamos os olhos.
Posição
A padronização é fácil quando se trata de exposição e da dis-
tância da câmera até o objeto. A padronização da posição é
muito difícil. Como tudo o que é difícil, foram feitas muitas
tentativas de alcançar a similaridade na posição. Para fi ns cirúr-
gicos orientamos simplesmente prestar atenção à posição pré-
operatória e tentar cuidadosamente correspondê-la ao comparar
a foto do paciente, o que funciona bem para as situações cirúr-
gicas rotineiras. Na tentativa de associar um paciente a uma
fotografi a, a tendência é exagerar na rotação. Geralmente, a
rotação corresponde mais facilmente do que a posição vertical.
As imagens científi cas devem seguir um ritual e ser tiradas
sempre da mesma maneira. Posicionamos o paciente em uma
banqueta giratória e, depois de a imagem anteroposterior (AP)
ser capturada, fazemos com que ela gire sem mover a região
cervical. Para as fotografi as de face e região cervical, considera-
mos útil colocar cartões numerados ou marcadores na parede
com incrementos de 45 graus para auxiliar a posicionar a face
do paciente na direção apropriada.5
Face
Para a face, preferimos cinco imagens básicas: oblíquas direita e
esquerda em AP e ambas laterais. Esses aspectos contêm a
maioria das informações necessárias sobre a face. Repetimos essa
sequência básica conforme o necessário para fotos de acompa-
nhamento. Como a face é uma estrutura móvel e os pacientes
irão movimentá-la em seus espelhos, e lembrar incorretamente
qual era a sua aparência no passado, capturamos imagens de
sorrisos em AP oblíquo e lateral. São valiosas para propósitos
gerais e para mostrar a ptose do mento induzida pelo sorriso.
Incluiremos a quantidade necessária de imagens dinâmicas para
demonstrar a função dos nervos pré-operatoriamente.
Também tiramos uma foto AP da região cervical anterior a
partir de baixo, com o platisma em repouso e em movimento,
e quaisquer outros aspectos especiais, se o caso assim o exigir
(Fig. 2.3).
As pálpebras são documentadas com as fotos da face e em
close-up em AP, com o olhar para cima, bem como as laterais
(Fig. 2.4).
A fotografi a do nariz está contida na série facial. São captu-
radas imagens anteroposteriores (assegurando que as orelhas
estejam igualmente visíveis para controlar a rotação) oblíquas
e laterais. Além disso, são capturados outros aspectos sorrindo
em AP e lateral para demonstrar o efeito do lábio no nariz.
Adicionalmente, são tiradas fotos basilares, uma diretamente
por cima do dorso e outra com a cabeça deslocada mais para
cima, para obter imagem verdadeiramente basilar.3, 6-8 Os visores
das câmeras com grades são úteis para alinhar olhos ou orelhas
e dar uniformidade à posição (Fig. 2.5).

Seção 1: Organização do consultório
Cirurgia plástica estética
18
Imagens da mama
Essas imagens são simplesmente AP oblíquas e laterais. Também
incluímos uma visão relaxada e contraída do peitoral, como
empurrando as mãos nos quadris, no caso dos implantes de
mama. Às vezes, uma vista inclinada para frente é útil para
demonstrar assimetria (Fig. 2.6A-D).
Visualização do contorno corporal
Neste aspecto pode ser útil um pouco de fl exibilidade com a
iluminação. O formato global do corpo é mais bem visualizado
sob uma luz uniforme, mas a qualidade da pele o é com luz
mais vertical. As sombrinhas com luz estroboscópica acessória
são muito úteis, já que podem ser levantadas e abaixadas para
demonstrar detalhes dos contornos.
Fig. 2.2 As mudanças de perspectiva aqui são muito claras. A imagem
à esquerda foi capturada a 1,5 m; a imagem abaixo, a 60 cm; e a
imagem à direita; a cerca de 4 m. O comprimento focal da lente é
relevante somente na distância, necessária para incluir no quadro de
orelha a orelha. Esse efeito fi ca realmente evidente se uma pessoa se
olhar no espelho nas mesmas distâncias mencionadas.

Capítulo 2 Documentação fotográfi ca no paciente estético
19
Fig. 2.3 Metade da série das fotos da face é demonstrada. Optamos por capturar a imagem oblíqua com a ponta nasal na linha média pupilar. Uma
imagem sorrindo é capturada em cada uma das posições cardinais (não exibida). As visualizações do platisma são capturadas conforme mostrado em
repouso e com animação, e as visualizações em close-up são fi xadas de qualquer outra área de interesse. Quaisquer outras visualizações em animação
são incluídas conforme o desejado. As orelhas devem estar visíveis nas imagens pré e pós-operatórias. Embora frequentemente seja difícil convencer
as pacientes a removerem a maquiagem, a maioria deve ser persuadida a prender os cabelos para trás. Essas imagens devem seguir um ritual em
relação ao posicionamento da paciente.
continua

Seção 1: Organização do consultório
Cirurgia plástica estética
20
Fig. 2.3 cont.
Fig. 2.4 A–C Close-ups das pálpebras estão ilustrados.
A
B
C

Capítulo 2 Documentação fotográfi ca no paciente estético
21
Posteroanterior (PA)
São capturadas imagens adicionais com detalhes dos joelhos,
face medial das coxas e dos braços, conforme necessário, com
o paciente em pé em local designado e marcadores de face na
parede da sala em intervalos de 45 graus para manter a consis-
tência da posição. Em alguns pacientes com excesso de pele,
uma “vista do mergulhador” é útil para observar a pele redun-
dante. Achamos que os braços devem ser incluídos nas imagens,
já que a posição do braço pode infl uenciar o modo como a pele
se adapta no dorso, e o mesmo pode aparentar aspecto artifi -
cialmente bom, se os braços forem levantados para fora da área
da imagem (Fig. 2.7).
Os braços são fotografados em abdução, com o cotovelo
fl exionado verticalmente. Quando o braço é fotografado dis-
talmente e por baixo do cotovelo, qualquer redundância
cutânea fi ca instantaneamente visível. O foco é no meio do braço
(Fig. 2.8).
A padronização da cor é difícil de ser obtida na fotografi a
digital. Mesmo com a exposição correta, as imagens podem fi car
turvas ou sem cor à medida que forem transferidas da câmera.
Se estivermos usando imagens para publicação ou apresen-
tação, modifi caremos a cor e o contraste para fazer com que as
imagens tenham o mesmo aspecto. Pelo fato de sermos cirur-
giões, geralmente estamos preocupados com contornos, e não
com cores, mas tentamos tornar o tom da pele o mais real
Fig. 2.5 A série do nariz está contida dentro da série da face, com imagens AP oblíqua e lateral. As imagens sorrindo são incluídas em AP e lateral.
As únicas visualizações diferentes são as duas basilares do nariz, uma olhando para a parte de cima do dorso e a outra mais angulada para que se
possa ver a base nasal.
Fig. 2.6 A–D, Metade da série de fotos das
mamas. A visualização inclinada para frente
é útil para demonstrar as assimetrias.
A
B
C
D

Seção 1: Organização do consultório
Cirurgia plástica estética
22
Fig. 2.7 Os contornos da pele podem ser mais bem avaliados se as luzes forem levantadas em uma série como esta. As imagens são obtidas em
incrementos de 45 graus, com a paciente olhando marcadores nas paredes da sala. Neste caso, as mamas foram fotografadas junto com o tronco.
Achamos útil tirar fotografi as dos joelhos e da parte interna da coxa separadamente. A posição dos braços deve ser visível nas imagens.
possível. Por uma questão de integridade fotográfi ca, nunca
tentamos mudar os pixels morfogênicos.
Existe uma série de programas que permitem a edição de
fotos. O padrão da indústria é o Adobe Photoshop (Adobe
Systems, San Jose, CA), um programa grande e complexo. Um
programa útil no momento da redação deste livro é o Adobe
Photoshop Elements, que é mais barato, ainda que tenha toda
a funcionalidade necessária para a edição rotineira de imagens.
Integridade em fotografi a
No mundo cada vez mais competitivo da cirurgia plástica esté-
tica, em que os cirurgiões tentam infl uenciar os futuros pacien-
tes e, nas apresentações para os colegas, ou por outras razões,
há e sempre houve a tentação de alterar as fotografi as para fazer
com que os resultados pareçam melhores do que realmente são.

Capítulo 2 Documentação fotográfi ca no paciente estético
23
A fotografi a científi ca não é projetada para lisonjear o paciente
(ou o médico). É um documento legal projetado para fazer
parte do registro médico e mostrar as condições que existiram
em um ou mais detalhes em determinado tempo.
Luzes diferentes demonstram coisas diferentes. As depres-
sões das rugas e outras imperfeições na face e no corpo são
defi nidas pelas sombras que lançam. Na ausência de sombras,
as rugas somem e os resultados parecem milagrosos. É possível
fazer com que a pele e outros contornos pareçam muito melho-
res do que realmente são, alterando-se a direção, a qualidade e
o brilho da luz, uma prática observada algumas vezes em livros,
revistas e apresentações, em que ocasionalmente a maior parte
do resultado cirúrgico ocorre a partir da diferença nas fotogra-
fi as. Às vezes, isso pode ser um erro ingênuo, mas na verdade
a maioria das imagens mais desgraciosas é observada nas fotos
pré-operatórias e as melhores, nas pós-operatórias.
Não é incomum ver a cirurgia de pálpebra apresentada com
a luz vindo mais verticalmente na imagem pré-operatória, acen-
tuando a sombra da pálpebra superior e o canal lacrimal, e as
luzes da imagem pós-operatória vindo da direção diretamente
anterior, atenuando as sombras.9 Estranhamente, pacientes e
médicos continuam a ser enganados por truques elementares
como esse e a fi car impressionados com os resultados que preten-
dem demonstrar. A iluminação e a posição devem ser as mesmas.
A capacidade dos programas de edição para alterar imagens é uma
parte assustadora do admirável mundo novo digital.
A cirurgia plástica estética ainda é cirurgia, os seus profi ssio-
nais cursaram a faculdade de Medicina, foram residentes médicos
e estagiários. Espera-se que eles mantenham os padrões éticos
que lá aprenderam. A luz das fotos pré-operatórias deveria ser
usada nas pós-operatórias, e as modifi cações digitais nas imagens
não deveriam incluir a alteração de elementos morfogênicos.
O futuro da fotografi a científi ca
O próximo passo na fusão da fotografi a digital, dos computa-
dores e dos pacientes será provavelmente em direção ao uso de
câmeras 3-D. Estes são dispositivos altamente sofi sticados que
captam os pontos que compreendem a superfície de um objeto,
podendo reproduzi-los em qualquer posição e orientação.
Modifi cações podem ser realizadas na perspectiva para combi-
nar uma imagem em 3-D com uma imagem em 2-D. Atual-
mente, a precisão da imagem de superfície dessas câmeras é de
aproximadamente um milímetro. Podem ser feitas medições ao
longo da superfície de uma imagem ou ponto a ponto. Em
alguns casos podem ser medidas as diferenças de volume. Cla-
ramente, a qualidade e a abrangência dos resultados que serão
documentadas serão notáveis.
Referências
1. Galdino GM, Vogel JE, Vander K, Craig A. Standardizing digital
photography: it’s not all in the eye of the beholder. Plast
Reconstr Surg 2001;108(5):1334–1344.
2. Upton B, Upton J. Photography. Boston: Scott, Foresman and
Company, 1989.
3. Galdino GM, DaSilva D, Gunter JP. Digital photography
for rhinoplasty. Plast Reconstr Surg 2002;109(4):
1421–1434.
Fig. 2.8 Os braços são fotografados nas posições AP e PA. A
visualização lateral não padronizada demonstra mais detalhes da
curvatura da pele inferior do que as visualizações padrão.

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